<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035</id><updated>2012-02-10T18:22:45.513Z</updated><category term='Heiner Müller'/><category term='John F. Kennedy'/><category term='JFK'/><category term='Dallas'/><category term='Ministry'/><category term='Marilyn Monroe'/><category term='Hamletmaschine'/><category term='Reload'/><title type='text'>maria pernilla</title><subtitle type='html'>a tresvariar desde 2005</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>565</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-7768617762038246462</id><published>2012-01-10T22:53:00.000Z</published><updated>2012-01-10T22:53:55.892Z</updated><title type='text'>O meu corpo cheira a alfarroba</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Cheira a alfarroba o meu corpo&lt;br /&gt;Debaixo dos meus braços há&lt;br /&gt;o perfume do Sul, há o sol dos&lt;br /&gt;amantes solitários e o sal do&lt;br /&gt;mar nos teus lábios gretados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho o odor da perenidade&lt;br /&gt;um barulho de fundo na memória&lt;br /&gt;as mãos nuas na raiz profunda&lt;br /&gt;e o meu corpo anicha-se na&lt;br /&gt;árvore de Pitágoras e por lá&lt;br /&gt;observo a lua cheia solitária&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheira a alfarroba o meu corpo&lt;br /&gt;e perambulo esse perfume nas&lt;br /&gt;falésias da sagacidade criadora&lt;br /&gt;Estou pronto a voar agora&lt;br /&gt;nos secretos desejos báquicos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-7768617762038246462?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/7768617762038246462/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=7768617762038246462' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/7768617762038246462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/7768617762038246462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2012/01/o-meu-corpo-cheira-alfarroba.html' title='O meu corpo cheira a alfarroba'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-8103577308376768764</id><published>2011-12-23T16:45:00.001Z</published><updated>2011-12-23T16:46:30.784Z</updated><title type='text'>Mordes a Língua Inusitada</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Mordes a língua inusitada&lt;br /&gt;nas preces falhadas do&lt;br /&gt;teu desejo consumista.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-8103577308376768764?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/8103577308376768764/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=8103577308376768764' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/8103577308376768764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/8103577308376768764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/12/mordes-lingua.html' title='Mordes a Língua Inusitada'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-1026996776873128108</id><published>2011-12-20T22:47:00.001Z</published><updated>2011-12-20T22:48:08.133Z</updated><title type='text'>Mesmo que não gostes de mim</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Olha, quero escrever-te esta carta. Provavelmente até não gostarás de mim, por ser tão rude e muitas vezes&lt;br /&gt;me deixar enredar nas obscenidades, na revolta contra o mundo dos poderosos. Acredito que tenhas razão.&lt;br /&gt;Não passo de um ser simples e tolo, nascido no meio da pobreza e das injustiças. Depois, o fermento dos&lt;br /&gt;dias e anos a ver sempre os mesmos a sofrer e a não ter nada, fez o resto.&lt;br /&gt;Provavelmente não gostarás desta carta nesta época de paz e amor, em que todos somos bons samaritanos&lt;br /&gt;e praticamos o bem. Eu não vou nunca praticar o bem. Porque não posso, porque não me deixam.&lt;br /&gt;Sinto-me preso aos dias do presente, com todos os malefícios da humanidade. Uma noite, um dia, uma&lt;br /&gt;época concreta não mudam nada. Nem Jesus, nem as religiões para iludir as pessoas e manter sempre&lt;br /&gt;o status quo dos poderosos perante os outros, que não te iludas, somos nós. Sou eu e és tu. Apesar da&lt;br /&gt;tua desconfiança para comigo e para com a minha vida. Mas lembra-te de respeitar sempre a visão do&lt;br /&gt;outro, porque cada ser tem o seu canto pessoal de memórias e vivências individuais. É nisso que acredito,&lt;br /&gt;em ti, ser individual e único. Desde que tenhas em ti a consciência do teu dever perante os outros. Desde&lt;br /&gt;que saibas que a inteligência deve ser usada para o proveito de todos e não apenas do teu. Que a cultura&lt;br /&gt;é algo que deves valorizar e promover. Que o amor é uma arma tão poderosa quanto a tua voz de luta.&lt;br /&gt;Que a energia com que te empenhas perante o mundo e a tua vida são mais importantes que todos os&lt;br /&gt;arraiais, todos os natais, todos os deuses, todas as romarias e procissões. Que não devemos adorar ídolos&lt;br /&gt;com pés de barro, pois são inanimados e tu és um ser pensante. Usa o cérebro para a reflexão, a crítica&lt;br /&gt;e usa a tua sensibilidade para amares as pessoas, os animais e a natureza envolvente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a minha carta, é o meu coração a falar, numa cabeça com milhões de imagens, lugares, pessoas e&lt;br /&gt;memórias infinitas. Que quando a vida não corre bem, existem os amigos, os amantes, os pais, os avós,&lt;br /&gt;um desconhecido, para te ajudar. Que a vida não deve ser feita de medos, de temores com o futuro, com&lt;br /&gt;o presente, com o passado. As dúvidas no caminho, só com a experimentação, só indo ao encontro delas,&lt;br /&gt;poderás encontrar respostas, ou alternativas. Não há fórmulas universais para as nossas vidas. Há apenas&lt;br /&gt;o desejo de trilhar caminhos. Umas vezes repetindo os velhos caminhos gastos e sem erva pelo caminho,&lt;br /&gt;outras vezes molhando os pés na erva alta dos caminhos desconhecidos. A surpresa, a curiosidade é sempre&lt;br /&gt;boa companheira. Ser observador, ser curioso, fazem de ti um ser mais lúcido, mais louco, mais estranho&lt;br /&gt;para os outros. Não temas a diferença, o comentário jocoso, a indiferença, a extravagância dos teus actos.&lt;br /&gt;Porque a vida que vamos viver é só uma, mesmo que não acredites. Aproveita o tempo que os teus pais te&lt;br /&gt;deram para nasceres e construíres o teu percurso. Não foi deus que te pôs aqui, não desculpes sempre a&lt;br /&gt;tua vida com a vida dos outros para te sentires melhor. Recusar deuses é assumir com maturidade todos&lt;br /&gt;os nossos actos. Assumir que é o ser humano que comete atrocidades, que é a natureza que causa tufões,&lt;br /&gt;tremores de terra, que os animais são cruéis, mas leais. Assume-te como ser que erra, mas sem pecado,&lt;br /&gt;sem baixares a cabeça de vergonha perante o mundo. Levanta a cabeça, deambula por aí e faz novos&lt;br /&gt;amigos. Podem não gostar de ti, podem ignorar-te, mas se fores sempre transparente e verdadeiro, estás&lt;br /&gt;livre de remorsos e arrependimentos do passado. Nunca deixes nada por fazer ou dizer. Se amas, se sonhas,&lt;br /&gt;se sofres, se sorris, se queres subir ao alto do monte, sobe, se te queres despir, despe. Se queres ser rude,&lt;br /&gt;tolo, mau, sê. Como deves ser generoso, amigo, sensível, agradável para os outros. Mesmo para ti, que não&lt;br /&gt;gostas de mim, que me ignoras, que me desprezas. Não te censuro por tal atitude. Porque sou eu que provoco&lt;br /&gt;isso. Sou eu que vou à luta, sou eu que procuro a reacção da minha antecedente acção. Se ficasse parado,&lt;br /&gt;se me mantivesse no mesmo limbo inerme, parado, não se agitaria o mundo, não haveria energia para fazer&lt;br /&gt;a combustão dos sentidos. Esqueci-me de te dizer que isso faz parte do meu dia-a-dia de trabalho. O mundo&lt;br /&gt;das emoções, dos sentidos, dos abraços, dos sorrisos, dos choros, dos gritos, dos pulos, do mundo das&lt;br /&gt;crianças. Sê criança. E brinca, brinca. Cria mundos imaginários e amigos igualmente inexistentes. Cria estórias,&lt;br /&gt;escreve e pensa. Desenha tudo o que possas imaginar. Pega numa faca e faz dela um avião, um termómetro, um microfone. Mas não te magoes com ela. Usa todas as coisas do mundo com cuidado e atenção, tendo especial cuidado com os seres humanos e os animais, depois, com a terra, a água, o ar, o fogo. Joga com os cinco sentidos, os quatro elementos, os três amigos verdadeiros, os dois olhos, o teu coração. Para que não sejas um zero nesta vida. Para que deixes marcas nos outros e não apenas na areia, que o mar acaba por apagar. Há mais marés que marinheiros,  mas são eles que pescam para nós o alimento para vivermos. Não tens que  comer animais, podes ser vegetariano, mas desde que faças a escolha por  ti, não determinada por outros, serás mais feliz. Pensarás talvez nesta altura, que tanta escrita faz-te parecer o "Sermão de Santo António aos Peixes". Poderia ser, mas não tenho a agudeza intelectual de António Vieira, nem quero comparar-me a ninguém. Por isso, não temas tal parecença. São fruta da época, são páginas desse e de outros livros, mas também das minhas vivências, dos meus caminhos.&lt;br /&gt;O meu desejo é que comeces a construir o teu, cada vez mais, mesmo que continues sem gostar de mim.&lt;br /&gt;Não digo isto com tom paternalista. Nada disto serve de filosofia barata e vã para arrumar a um canto da mesa. Prefiro antes que me deites ao lixo que me deixes esquecido no cimo da mesa. Ou como por vezes dizer a verdade, ser duro ou directo pode ser menos doloroso que ignorar, que fugir ao confronto, ao frente-a-frente de ideias. Por agora vou-me despedir. Aonde quer que estejas, um abraço, um beijo, um carinho. Mesmo que não gostes de mim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-1026996776873128108?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/1026996776873128108/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=1026996776873128108' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/1026996776873128108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/1026996776873128108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/12/olha-quero-escrever-te-esta-carta.html' title='Mesmo que não gostes de mim'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-3117125808584990010</id><published>2011-11-17T21:29:00.000Z</published><updated>2011-11-17T21:29:00.836Z</updated><title type='text'>Mais Devagar</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Eu não sou a cara sorridente da vida.&lt;br /&gt;Faz parte dos meus genes, a humilhação&lt;br /&gt;e o mau génio de gerações&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou o socalco embriagado do mar&lt;br /&gt;e recordo a juventude com a&lt;br /&gt;futilidade dos actos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nasço a cada hora que passa&lt;br /&gt;para o abrigo demasiado&lt;br /&gt;do mundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E fecho-me em copas&lt;br /&gt;sempre que a vida&lt;br /&gt;se ri de mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigo-me a ser insano&lt;br /&gt;na diatribe iluminada&lt;br /&gt;dos sonhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deito-me na tua cama&lt;br /&gt;para morrer cada vez&lt;br /&gt;mais devagar&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-3117125808584990010?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/3117125808584990010/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=3117125808584990010' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/3117125808584990010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/3117125808584990010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/11/mais-devagar.html' title='Mais Devagar'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-8415631530237639638</id><published>2011-11-04T18:36:00.001Z</published><updated>2011-11-04T18:46:04.632Z</updated><title type='text'>Amnésia</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Amnésia.&lt;br /&gt;Foi tudo o que senti.&lt;br /&gt;Dores no corpo depois do acidente&lt;br /&gt;quase fatal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem me dera uma morte assistida&lt;br /&gt;por computador.&lt;br /&gt;Uma faca na carne putrefacta&lt;br /&gt;da solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Socorro-me das memórias&lt;br /&gt;do antigamente.&lt;br /&gt;O tempo rasura a minha&lt;br /&gt;ausência de afectos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perco as linhas-mestras&lt;br /&gt;do silêncio. Volto de&lt;br /&gt;novo ao meu estertor&lt;br /&gt;endócrino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixa-me viver à vontade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que nunca morri&lt;br /&gt;de amores&lt;br /&gt;por ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-8415631530237639638?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/8415631530237639638/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=8415631530237639638' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/8415631530237639638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/8415631530237639638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/11/amnesia.html' title='Amnésia'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-1908598733173999339</id><published>2011-09-26T21:53:00.000+01:00</published><updated>2011-09-26T21:53:17.256+01:00</updated><title type='text'>Carta Só</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Das estórias que mais me comovem, são aquelas em que inusitadamente,  encontro pedaços de felicidade por aí. Como grãos de areia na imensa  praia ao nosso dispor. Como saborear um pouco de canela em pó no meu  arroz-doce da saudade.&lt;br /&gt;Amor, tenho-o aos molhos, como a salsa. Nessa  sopa dos afectos, além dos abraços e dos beijos, a comunhão. Partilha  de emoções, de dúvidas e desejos. Um dia ainda me apaixono por um  espelho quebrado. Mas até lá, nuvens na minha face ruborizada. De tão  afoito que o meu corpo é, no meio do palco da comunicação.&lt;br /&gt;São  estórias confusas, dir-me-ás tu, são palavras difíceis na surdina dos  vocábulos agrestes, indagarás tu, na ausência de perfil em que te  encontras. Desdenho acordos ortográficos, pois fazem-me sentir estúpido  no estiolar dos meus sonhos de criança. Quero tratar o bem por tu.  Quando eu era velhinho, batia às portas de casa à espera de um doce,  sim, porque sempre fui muito guloso. Dizia: "Ó tia, dá bolinho?" E a  senhora, ou dava-nos um doce, ou então dinheiro. Sempre preferi algo  palpável, que pudesse ingerir no imediato. A gulodice anciã tem destas  coisas.&lt;br /&gt;Mas um dia, serei um neófito e descobrirei todas estas  palavras difíceis no dicionário da memória. Aprenderei a amar com  sentido, sem perambular nas vicissitudes do ciúme e do ódio, do horror e  da morte, da pulsão eloquente e mordaz. Um dia hei-de testar-te, pegar  na placa de Petri e fazer um esfregaço. Agitar o tubo de ensaio dos teus  olhos na praia salgada da felicidade. Depois disso, percorrer o mundo, a  pé, ao pé dos limites do tempo. Bater recordes de apneia no pulmão  efémero da viagem. Trilhar a má-sorte na enseada dos sonhos. Quando  regredir para miúdo, quero só para mim uma gota do elixir da infernal  gerontologia. Acabo por ficar só...ssegado, na minha pequenez  existencial.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-1908598733173999339?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/1908598733173999339/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=1908598733173999339' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/1908598733173999339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/1908598733173999339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/09/carta-so.html' title='Carta Só'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-6040805744788155764</id><published>2011-09-25T04:54:00.000+01:00</published><updated>2011-09-25T04:54:14.030+01:00</updated><title type='text'>Escrita Permanente</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Há sempre um tempo para o descanso, para a pausa dos desejos.&lt;br /&gt;Pelo contrário, os sentidos foram chamados a responder mais e&lt;br /&gt;mais, na diatribe das imagens, dos cheiros e dos lugares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti o hálito da morte, no pranto acérrimo do teu olhar.&lt;br /&gt;Morte num hiato, obuses e palavras a metralhar o ódio.&lt;br /&gt;Destila-se a angústia em escombros sem fim, no vale fértil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas serras, por outro lado, o fresco e o perambular&lt;br /&gt;nas sombras da fantasia. É calma a noite no afago&lt;br /&gt;de amor com que me estranhas. Nas entranhas&lt;br /&gt;do teu corpo, o sexo em doses regulares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destaco em papel autocolante as parangonas da saudade&lt;br /&gt;Os carros perambulam em matrículas estrangeiras e&lt;br /&gt;eu semicerro os olhos à saloiice afrancesada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta oralidade abundante, há outrossim uma&lt;br /&gt;difusão acelerada de lugares-comuns, na &lt;br /&gt;aldeia mais incomum de existência humana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São víveres nos lugarejos mais acidentais&lt;br /&gt;da memória humana. Decididamente, este&lt;br /&gt;não é o tempo para a escrita permanente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-6040805744788155764?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/6040805744788155764/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=6040805744788155764' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/6040805744788155764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/6040805744788155764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/09/escrita-permanente.html' title='Escrita Permanente'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-6635511262815315959</id><published>2011-08-18T19:56:00.002+01:00</published><updated>2011-08-18T20:00:54.994+01:00</updated><title type='text'>Fazes-me Falta!</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Fazes-me falta! Tenhas o nome que tiveres.&lt;br /&gt;Sejas mulher ou homem, criança ou idoso,&lt;br /&gt;fazes-me falta ao meu mundo. Ou dito por&lt;br /&gt;outro prisma, sou eu que falto no mundo&lt;br /&gt;dos outros. Sou eu que estou em falta na&lt;br /&gt;cerimónia noctívaga e primordial do amor&lt;br /&gt;na vida dos outros. As minhas deambulações&lt;br /&gt;em peregrinação solitária da morte, são&lt;br /&gt;sempre um arreigado vislumbre da vida&lt;br /&gt;em abraços consentidos. Deixo os corpos&lt;br /&gt;dos amigos nas marés da virtude e eu&lt;br /&gt;vou-me congratulando pelo existir&lt;br /&gt;silencioso e rude nas faldas do deserto&lt;br /&gt;em que me encontro. Tomara que me&lt;br /&gt;encontrasses satisfeito e feliz na verdade&lt;br /&gt;tão desejada pela grande maioridade das&lt;br /&gt;vozes que destilam em goles suaves a&lt;br /&gt;felicidade, a feliz cidade do sossego.&lt;br /&gt;Eu estou na idade dos porquês e do&lt;br /&gt;desassossego do mar, talvez seja uma&lt;br /&gt;feliz idade do Platonismo crónico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ora, depois deste parágrafo e&lt;br /&gt;espaço para respirar, para ouvir&lt;br /&gt;o silêncio, volto a ti, ser humano&lt;br /&gt;que me faz falta na redoma de&lt;br /&gt;vidro em que me encontro.&lt;br /&gt;Para quebrar esta mono tonia&lt;br /&gt;dos meus sonhos, uma palavra&lt;br /&gt;basta, um olhar, um sorriso de&lt;br /&gt;morte na vida precária e oscilante&lt;br /&gt;com que me apresento. Quebra,&lt;br /&gt;parte minuciosamente e em cacos&lt;br /&gt;as amarras do isolamento e entrega-te&lt;br /&gt;ao vislumbre da emoção. Sem medos,&lt;br /&gt;arriscando tudo e apostando ao&lt;br /&gt;máximo no cavalo esplendoroso da&lt;br /&gt;vida mais ignominiosa que existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazes-me falta, sejas lá quem fores!&lt;br /&gt;Aceito-te, na palavra dada, no traço&lt;br /&gt;riscado ao longo do horizonte pejado&lt;br /&gt;de amor. Entrego-me, na surdina do&lt;br /&gt;desejo nacarado de saudade e alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-6635511262815315959?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/6635511262815315959/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=6635511262815315959' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/6635511262815315959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/6635511262815315959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/08/fazes-me-falta.html' title='Fazes-me Falta!'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-8913529121746662114</id><published>2011-07-30T19:04:00.003+01:00</published><updated>2011-07-30T19:10:21.352+01:00</updated><title type='text'>Indefinida Insânia</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Um Píndaro alucinado na mesinha de cabeceira&lt;br /&gt;Uma Ossónoba Meridional com ilhas isoladas&lt;br /&gt;em faróis na neblina feérica do isolamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Atlântico mergulha no atol do desencanto&lt;br /&gt;A língua Mediterrânica na tua cara enviesada&lt;br /&gt;que se assemelha a uma melancia dulcíssima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sargaços imensos no meu pé de estrelas&lt;br /&gt;As infusões hipnóticas no sexo occipital da&lt;br /&gt;memória cristalina do teu ventre salgado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uns abraços deleitosos na alegria do Mar &lt;br /&gt;Umas histórias de encantar no porvir&lt;br /&gt;acérrimo do meu beijo ensandecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-8913529121746662114?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/8913529121746662114/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=8913529121746662114' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/8913529121746662114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/8913529121746662114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/07/insania.html' title='Indefinida Insânia'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-1761660415704088952</id><published>2011-07-12T02:06:00.000+01:00</published><updated>2011-07-12T02:06:41.363+01:00</updated><title type='text'>Salsugem dos Dias</title><content type='html'>São Torpes senhor, as palavras que me dissestes junto à praia.&lt;br /&gt;Naquela enseada, jurámos a pés juntos não nos massacrarmos&lt;br /&gt;nos subúrbios do mar. A falésia ruiu por compaixão aos eternos&lt;br /&gt;amantes da melancolia. Foram as mais dúbias preces que me&lt;br /&gt;soletraste ao meu ouvido insano de tanto peregrinar nos dóceis&lt;br /&gt;labirintos do prazer. Amor nodal em melopeias sem fulgor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São os sinais que depois vimos em Sines, que nos fizeram rumar&lt;br /&gt;a esse Porto, âncora de uma Ilha no fruto sazonal das bocas roedoras.&lt;br /&gt;Há um lugar Côvo na tua boca silenciosa. E um murmúrio de dor.&lt;br /&gt;Nessas palavras ditas na surdina do presente, amarras a nau da&lt;br /&gt;tua vida aos acasos que te fazem partir, rumo à solidão embriagada.&lt;br /&gt;Por hoje perdoo-te, nas arribas frágeis da minha memória salgada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-1761660415704088952?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/1761660415704088952/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=1761660415704088952' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/1761660415704088952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/1761660415704088952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/07/salsugem-dos-dias.html' title='Salsugem dos Dias'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-356606484786712594</id><published>2011-07-09T14:23:00.002+01:00</published><updated>2011-07-09T14:23:50.370+01:00</updated><title type='text'>Corpo em Adiantado Estado de Composição</title><content type='html'>Sabes o cansaço do meu trabalho?&lt;br /&gt;Estou derreado e já não tenho forças para sair&lt;br /&gt;como todas as outras pessoas, tomar um copo,&lt;br /&gt;divertir-me um pouco.&lt;br /&gt;Suo, uso o meu corpo, a minha voz, a minha mente&lt;br /&gt;até ao limite do impossível. E nunca desisto, não&lt;br /&gt;posso fazer uma pausa, como tu, como vós.&lt;br /&gt;Se estás a criar, a repetir, a condensar, vais parar?&lt;br /&gt;Podes perder aqueles cinco minutos em que descobres&lt;br /&gt;um novo sentido na coreografia, na dança, no texto,&lt;br /&gt;na voz. Por isso, não podes perder a concentração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois de tudo isso, aí sim: parar. Para pensar, reflectir,&lt;br /&gt;discutir o melhor rumo a tomar. Ah, parece que falta aqui&lt;br /&gt;a inspiração e a outra palavra que todos gostam de usar,&lt;br /&gt;o talento. É uma palavra que me soa tão vazia, oca de&lt;br /&gt;tanto se procurar um eco, que é puro paroxismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso estar no lugar dos outros, na beleza dos outros.&lt;br /&gt;Resta-me uma cama e a minha fealdade. No entanto,&lt;br /&gt;amanhã será um novo dia e aí poderei recomeçar de novo.&lt;br /&gt;No desgaste rápido do meu corpo e dos meus sentidos.&lt;br /&gt;Ou descansar finalmente, na areia molhada da inquietação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-356606484786712594?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/356606484786712594/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=356606484786712594' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/356606484786712594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/356606484786712594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/07/corpo-em-adiantado-estado-de-composicao.html' title='Corpo em Adiantado Estado de Composição'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-3143654744464007852</id><published>2011-07-07T00:35:00.001+01:00</published><updated>2011-07-07T00:35:49.479+01:00</updated><title type='text'>Poema Insalubre em Condomínio Fechado</title><content type='html'>Tome-se um espaço vazio. Incorpore-se nele o silêncio.&lt;br /&gt;Abasteça-se de combustível para exaurir o seu corpo&lt;br /&gt;de besta ensimesmada. Que arrebente em mil pedaços&lt;br /&gt;na escória do buraco negro em que se meteu eficazmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeça aos deuses por viver só e com uma casa de luxo&lt;br /&gt;num nono andar com vista sobre o betão. Carregou-se de&lt;br /&gt;carros, motos, iates e um jacuzzi particular para os seus amantes.&lt;br /&gt;É uma besta quadrada e leviana. A sua obesidade é inversamente&lt;br /&gt;proporcional à sua inteligência. Diz que é feliz, porque tem uma&lt;br /&gt;choruda conta bancária. Mas tem varizes nas pernas e já não sabe&lt;br /&gt;a sensação de andar a pé nas ruas apinhadas de gente. Aliás, não&lt;br /&gt;sabe o que são as pessoas comuns, com quanto sobrevivem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vós sois uma baba para mim, por muitas gravatas que use sobre a&lt;br /&gt;sua nulidade. Vós, venerável senhor das mãos conspurcadas, não&lt;br /&gt;passais de mero lixo a ficar com as migalhas dos outros. Vós sois&lt;br /&gt;um infeliz. Vós mereceis este poema. Para dizer ao mundo que&lt;br /&gt;existiu, mas nunca soube olhar nos olhos de alguém, nunca soube&lt;br /&gt;o que era o amor. E sem amor, sois um zero, uma nulidade absorvente&lt;br /&gt;desta multiplicação de seres imundos e rastejantes no vazio silencioso&lt;br /&gt;da modernidade. Aqui jaz então, um ser digno de todo o esquecimento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-3143654744464007852?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/3143654744464007852/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=3143654744464007852' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/3143654744464007852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/3143654744464007852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/07/poema-insalubre-em-condominio-fechado.html' title='Poema Insalubre em Condomínio Fechado'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-2030778063757439622</id><published>2011-07-04T14:30:00.001+01:00</published><updated>2011-07-04T14:30:57.918+01:00</updated><title type='text'>Passageiros em Casa</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Caminhos. Traços riscados na maresia do tempo. Um encontro infinito no mar.&lt;br /&gt;Na soturna roda dentada da vida, vislumbras a falésia, azenha reescrita na&lt;br /&gt;intrépida viagem em que embarcas. Partes desde os flancos da Ocidental&lt;br /&gt;memória, até ao mais secreto lugarejo de África. Diante dos teus olhos, um&lt;br /&gt;oásis pleno de silêncios. Choras secretamente e sem pudor na noite de estrelas&lt;br /&gt;cintilantes. Estás perdido há longas jornadas, mas reencontras-te finalmente.&lt;br /&gt;Sabes que o teu lugar sempre foi aqui, como outros, na filigrana do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebes o que te quero dizer, quando digo que o silêncio é o futuro? E que&lt;br /&gt;o presente é um ruído enganoso, uma melopeia breve e intensa, cheia de &lt;br /&gt;atavismos e grãos de areia na memória? O presente é insidioso, fácil e resplandecente.&lt;br /&gt;Brilha na ociosidade do mundo. O presente é sedutor e acalenta a nossa vã esperança&lt;br /&gt;do eterno. O presente brinda-nos com o fulgor energético da vivência. O aqui e agora&lt;br /&gt;é uma brisa que sopra alarvemente na cabeça dos humanos, que tem a soberba de &lt;br /&gt;recusar todas as outras hipóteses. Sem ele, mais ninguém. O presente é um bicho&lt;br /&gt;solitário e inconsequente. No presente morre-se sempre. O presente é um não-lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anotei no meu diário de bordo, o fim-de-linha da viagem. Perscrutei no futuro as rotas&lt;br /&gt;possíveis. Dilemas por resolver no percurso em que decido embarcar. Uma vida náufraga&lt;br /&gt;na procura do invisível, as marcas no chão do silêncio pacificador. Diz o provérbio turco:&lt;br /&gt;"Antes de me amares, tens de aprender a correr na neve sem deixar pegadas". Sem &lt;br /&gt;o rasto do cansaço acumulado no limbo das paixões, sem a vaidade occipital dos&lt;br /&gt;eufemismos. Com toda a graça do glaciar de Aletsch, subir e deixar-se envolver no&lt;br /&gt;mundo sensível, sem olhar para trás e sem deixar visíveis marcas de arrependimento.&lt;br /&gt;A viagem das nossas vidas é só de ida e o gelo derrete-se na ausência dos afectos.&lt;br /&gt;Sempre foi assim e o percurso vai de etapa em etapa, até ao prémio de montanha &lt;br /&gt;em que podemos finamente respirar o ar rarefeito da criação do pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, a hora da dança em narrativas por desbravar, estórias marítimas de&lt;br /&gt;andanças e casa-abrigo do nosso eu. Somos passageiros. Andamos a descobrir&lt;br /&gt;qual a casa de cada um. No horizonte vasto da felicidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-2030778063757439622?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/2030778063757439622/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=2030778063757439622' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/2030778063757439622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/2030778063757439622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/07/passageiros-em-casa.html' title='Passageiros em Casa'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-6091723406686426527</id><published>2011-06-29T23:35:00.000+01:00</published><updated>2011-06-29T23:35:24.074+01:00</updated><title type='text'>Automatic for the People</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora, a estória é outra, a cara despudorada, a solidão imersa em  carinho, as luzes, os néons, a supremacia inquieta de um beijo, a  fuligem da língua, o sal nos teus olhos semicerrados. Cresce a aparência  do horror, a putrefacta&amp;nbsp;&amp;nbsp; fonte dos afectos balbuciando a carcomida  prece da inveja e eu, no sétimo andar de um sétimo selo a enviar para a  tua rotunda do amor. Traço a negro o olhar desmesurado, corro em  direcção a Marte, sublinho a ausência de sentidos na respiração ofegante  de um sorriso. Paro, escuto e olho a diatribe do tempo imundo. Há  sarcasmo e cuspo na esfera do mundo. Calcorreio a nuvem colorida de  Plutão em abrigos e dedadas sem fim. Agito-me na impostura do tempo. Sei  que morro, mas quero um segundo de vitalidade. Pareço um elefante  peripatético na carestia da contradança. Olhares singulares, doidos e  aviões parecem dizer-me a quanta velocidade vais e resignar-me perante a  estranheza das horas mortas e dos dias ensimesmados.&amp;nbsp; Lambo a língua e a  gota de chuva, na relação directa das águas e dos silêncios.  Agradeço-te a missiva ensolarada e cântaros de animais a pastar na  atalaia do medo. O riso dos vermes afugenta a fuga e os pássaros a  cantar dão-me insónias de dor na alma. Fresco, o caminho do arbusto mais  leve na paisagem olorante e náufraga. Muitos acentos para pontuar na  profissão de fé dos argonautas e corifeus do pensamento. As palavras  tornam-se difíceis quando escritas em demasia porque a sinopse do labor  deve estar remetida para as rotas do alvor. E mais reminiscências seriam  necessárias compilar para sufragar no mundo as algas da exaustão.  Pertenço-te na colónia infame e desatenta da vida. Bondes e eléctricos, é  tudo a mesma coisa. Chama-se desejo, a isso. Trocas e tintas no armário  dos afectos. Os trocos para a viagem, as tintas para a boca e as trocas  de pares de sapatos para a evasão dos sentidos. Dizer-te que gosto da  tua presença é pouco, é socorrer-me da ausência em que me encantas e  sempre os ruídos a indagarem as tertúlias do vento. Hoje foi uma festa  breve dos sentidos... &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-6091723406686426527?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/6091723406686426527/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=6091723406686426527' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/6091723406686426527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/6091723406686426527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/06/automatic-for-people.html' title='Automatic for the People'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-5209389513849688075</id><published>2011-06-22T16:16:00.001+01:00</published><updated>2011-06-22T16:17:19.539+01:00</updated><title type='text'>No Jardim das Hespérides</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;No Jardim das Hespérides me achei.&lt;br /&gt;Aportei à baía dos malditos e na&lt;br /&gt;esplanada acostei com um&lt;br /&gt;copo de cerveja na mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era o tempo do lusco-fusco dos amantes&lt;br /&gt;As Ninfas ofereceram-me as maçãs de ouro&lt;br /&gt;Em troca tive de sustentar o mundo,&lt;br /&gt;ajudando Atlas no seu labor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive de libertar Prometeu, agrilhoado.&lt;br /&gt;Para tal, matei a águia que comia&lt;br /&gt;diariamente o seu fígado e tive&lt;br /&gt;todas as honrarias dos Deuses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hera correu com as Ninfas e chamou&lt;br /&gt;Ladon, o dragão confiável de cem cabeças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cerveja foi sorvida durante a escrita&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; [do poema&lt;br /&gt;O sol turgia-me as faces rosadas&lt;br /&gt;Na minha fértil ficção mitómana&lt;br /&gt;eu fiquei para sempre com as Ninfas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-5209389513849688075?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/5209389513849688075/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=5209389513849688075' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/5209389513849688075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/5209389513849688075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/06/no-jardim-das-hesperides.html' title='No Jardim das Hespérides'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-176345721286714999</id><published>2011-06-13T22:46:00.005+01:00</published><updated>2011-06-13T22:48:17.651+01:00</updated><title type='text'>Regresso</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Nesta ausência, podes acreditar que morri.&lt;br /&gt;Crê-me: voltei ao pó onde pude sujar-me&lt;br /&gt;à vontade e chorar de mansinho para&lt;br /&gt;afagar a seca do tempo fugaz e ósseo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parti nos escombros do mundo e&lt;br /&gt;suportei a dor da humanidade em&lt;br /&gt;Hercúleos e imundos trabalhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regresso para o transplante do mar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-176345721286714999?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/176345721286714999/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=176345721286714999' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/176345721286714999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/176345721286714999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/06/regresso_13.html' title='Regresso'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-1898798149378732431</id><published>2011-05-31T04:56:00.000+01:00</published><updated>2011-05-31T04:56:19.282+01:00</updated><title type='text'>Amor Imperfeito</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;O teu rosto macerado no infinito&lt;br /&gt;é a ignomínia da minha mais&lt;br /&gt;secreta e parda loucura&lt;br /&gt;de tocar os teus lábios&lt;br /&gt;com o mais puro&lt;br /&gt;e sereno amor&lt;br /&gt;imperfeito.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-1898798149378732431?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/1898798149378732431/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=1898798149378732431' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/1898798149378732431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/1898798149378732431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/05/amor-imperfeito.html' title='Amor Imperfeito'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-5104584511825765817</id><published>2011-05-30T17:55:00.000+01:00</published><updated>2011-05-30T17:55:55.007+01:00</updated><title type='text'>Nas entrelinhas do silêncio</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span data-jsid="text"&gt;Nas entrelinhas do silêncio há ruído em  barda, o eco do passado assombra-nos a memória e prende o nosso corpo a  um futuro dissonante, rígido e distorcido. Nessas alturas, pede que o  silêncio interior volte a ti. Só assim alcançarás a paz! Ou dito de  outra maneira, não dês ouvidos ao muito que as pessoas dizem e falam.  80% do que dizemos é nada. Deveríamos usar a nossa inteligência para só  dizer o essencial. E o essencial....é invisível aos olhos, já dizia o  Principezinho. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-5104584511825765817?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/5104584511825765817/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=5104584511825765817' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/5104584511825765817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/5104584511825765817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/05/nas-entrelinhas-do-silencio.html' title='Nas entrelinhas do silêncio'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-3016784977780538555</id><published>2011-05-26T02:50:00.000+01:00</published><updated>2011-05-26T06:51:49.177+01:00</updated><title type='text'>Si-Métrica</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Partir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rasgar retratos na tua mão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pedaços espalhar-se ao comprido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As costas à desilusão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorrir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do sonho acordado e nunca vivido&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-3016784977780538555?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/3016784977780538555/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=3016784977780538555' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/3016784977780538555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/3016784977780538555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/05/si-metrica.html' title='Si-Métrica'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-6929942690327145888</id><published>2011-05-24T23:11:00.001+01:00</published><updated>2011-05-24T23:11:54.227+01:00</updated><title type='text'>Há um Prazer</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Há um prazer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no verso livre e hediondo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da minha morte&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-6929942690327145888?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/6929942690327145888/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=6929942690327145888' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/6929942690327145888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/6929942690327145888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/05/ha-um-prazer.html' title='Há um Prazer'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-4992822969311937438</id><published>2011-05-23T19:23:00.000+01:00</published><updated>2011-05-23T19:22:56.497+01:00</updated><title type='text'>As Flores</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;As flores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;elas são o alimento&lt;br /&gt;do meu olhar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na doçura cálida&lt;br /&gt;da minha melancolia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-4992822969311937438?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/4992822969311937438/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=4992822969311937438' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/4992822969311937438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/4992822969311937438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/05/as-flores.html' title='As Flores'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-3803666983442900343</id><published>2011-05-22T22:05:00.000+01:00</published><updated>2011-05-23T19:18:34.536+01:00</updated><title type='text'>Tajine de Couscous</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Um barco atracado ao cais é sempre um sonho preso&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-3803666983442900343?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/3803666983442900343/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=3803666983442900343' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/3803666983442900343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/3803666983442900343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/05/um-barco-atracado-ao-cais-e-sempre-um.html' title='Tajine de Couscous'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-345129035842976955</id><published>2011-05-19T05:12:00.002+01:00</published><updated>2011-05-19T05:15:02.630+01:00</updated><title type='text'>Castelos de Areia</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-LrRZap55ecM/TdSX6eRFuYI/AAAAAAAAAeY/6jDhyTzZ1CQ/s1600/dar+soultane+mahdounia+-castelo+enterrado+na+areia+%2528Jimi+hendrix%2529+castles+in+the+sand.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-LrRZap55ecM/TdSX6eRFuYI/AAAAAAAAAeY/6jDhyTzZ1CQ/s320/dar+soultane+mahdounia+-castelo+enterrado+na+areia+%2528Jimi+hendrix%2529+castles+in+the+sand.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em Diabet, perto de Essaouira (Mogador), existem umas ruínas de um antigo palácio, construído no Século XVIII, que hoje em dia estão quase engolidas pela areia do mar. Esta curiosidade existe pelo facto de criar uma paisagem deslumbrante e ao mesmo tempo surreal, mas porque foi nessa paisagem das ruínas que Jimi Hendrix escreveu um tema, chamado "Castles made of sand", porque Hendrix viveu em Diabet vários anos. Numa paisagem de sonho, um artista da alucinação. Marrocos, um país de sonho a descobrir mais e mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O tema, podem ouvi-lo aqui: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://0.gvt0.com/vi/ZywxsJtkw3A/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ZywxsJtkw3A&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266" src="http://www.youtube.com/v/ZywxsJtkw3A&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-345129035842976955?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/345129035842976955/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=345129035842976955' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/345129035842976955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/345129035842976955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/05/castelos-na-areia.html' title='Castelos de Areia'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-LrRZap55ecM/TdSX6eRFuYI/AAAAAAAAAeY/6jDhyTzZ1CQ/s72-c/dar+soultane+mahdounia+-castelo+enterrado+na+areia+%2528Jimi+hendrix%2529+castles+in+the+sand.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-7818238295402258373</id><published>2011-05-17T22:28:00.001+01:00</published><updated>2011-05-17T22:28:17.980+01:00</updated><title type='text'>Sou um Capricho do Tempo</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Sou um capricho do tempo na orla do sonho&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-7818238295402258373?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/7818238295402258373/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=7818238295402258373' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/7818238295402258373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/7818238295402258373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/05/sou-um-capricho-do-tempo.html' title='Sou um Capricho do Tempo'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-5639029631023643043</id><published>2011-05-16T00:42:00.000+01:00</published><updated>2011-05-16T00:42:21.985+01:00</updated><title type='text'>Uma Imensa Solidão</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Subo pé ante pé as escadas da minha imensa solidão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naufrago no lancil a bonomia agitada das horas&lt;br /&gt;em solavancos hediondos e íngremes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apoio-me na madeira envernizada e brilhante&lt;br /&gt;vejo o meu suado rosto no inferno da vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apago memórias que não quero esquecer&lt;br /&gt;e sucumbo apenas nos últimos degraus &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tento soerguer-me, mas estou falho de forças&lt;br /&gt;e a razão há muito que fugiu deste lugar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corpo asfixiado e em desalinho das horas&lt;br /&gt;uma pretérita vontade de sorrir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui e agora, o impasse da queda&lt;br /&gt;Eu sou a astenia embriagada e doce&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No decúbito da minha imensa solidão&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-5639029631023643043?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/5639029631023643043/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=5639029631023643043' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/5639029631023643043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/5639029631023643043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/05/uma-imensa-solidao.html' title='Uma Imensa Solidão'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-8437693164907600731</id><published>2011-05-09T18:52:00.003+01:00</published><updated>2011-05-09T19:30:08.946+01:00</updated><title type='text'>O Palhaço e a Morte</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Um azimute de silêncio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na praça dos vencidos há ameixas podres em barda&lt;br /&gt;na calçada suja dos amantes com narizes de palhaço&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; [pobre]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma fresca árvore na neblina do mundo, ossos a estalar&lt;br /&gt;de dor na fresta aberta da melancolia em doses cavalares&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp; [de putrefacção]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A síncope hedionda dos heróis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma larvar exegese na demanda do cio&lt;br /&gt;Fragor sorumbático de uma bailarina-flor &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; [Camélia]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tu, vilão insurrecto de boca rasgada&lt;br /&gt;na penitência da tua noite desabrigada&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; [o amor ou a arte]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E há uma trapezista que canta a morte&lt;br /&gt;no lodaçal bafiento desse labirinto de dor&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; [Eponina]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma princesa nos escombros da filosofia&lt;br /&gt;e ladrões que tocam com partitura a ópera-bufa&lt;br /&gt;e o maestro agita a batuta estilhaçada em cacos&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; [a obra-prima]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhar por onde, nas grutas do devaneio?&lt;br /&gt;Calcorrear a serra em demanda dos sonhos?&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; [inquieta a criação]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a Felicidade é uma poeta do real?&lt;br /&gt;Perscrutando todos os movimentos&lt;br /&gt;dos seres humanos na deriva da luz&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; [subterrâneas paisagens]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De algum modo estamos sempre de passagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para sacrificar o amor é preciso render-se&lt;br /&gt;à sorte da solidão criativa, levar ao extremo&lt;br /&gt;o amor à arte, morrer de amores e resistir&lt;br /&gt;à melodia frenética e dançante da paixão&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; [o palhaço e a morte]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse era o mistério da árvore&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na genealogia da moral, um leve indício&lt;br /&gt;de passado, esquecido no abismo do tempo&lt;br /&gt;O presente impede a nossa passagem&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; [gestos para nada]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aguardamos uma mudança súbita, inesperada&lt;br /&gt;para nos desprendermos de um fio de água&lt;br /&gt;que nos refresque a memória para o êxodo &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; [futuro anónimo]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um azimute irreconhecível e ensurdecedor.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-8437693164907600731?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/8437693164907600731/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=8437693164907600731' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/8437693164907600731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/8437693164907600731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/05/o-palhaco-e-morte.html' title='O Palhaço e a Morte'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-4619537871430151326</id><published>2011-05-07T01:36:00.005+01:00</published><updated>2011-05-07T03:40:07.233+01:00</updated><title type='text'>Floresta de Bamako</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Coleccionei postais de Bamako, ali frente ao rio Níger&lt;br /&gt;Deambulei por Badalabougou e fui recolhendo as&lt;br /&gt;imagens que me faltavam. Tudo isto fora concebido&lt;br /&gt;num sonho estival, numa noite de solitários cansaços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi neste Mali que ouvi as músicas mais extraordinárias&lt;br /&gt;da minha vida. Comecei por ouvir Ali Farka Touré, mas&lt;br /&gt;depois apresentaram-me mais, o Traoré, o Koité e o&lt;br /&gt;grande Salif Keita. Mas o Mali tem tanto para dar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sonho reparei na nítida fímbria de verde ao longo&lt;br /&gt;de quilómetros a perder de vista. Não sei se seriam&lt;br /&gt;muito variadas, mas discerni acácias, tamarindos,&lt;br /&gt;baobabs ou embondeiros. Mas lá do alto, sentado&lt;br /&gt;com os locais, vislumbrei todo este mato imenso,&lt;br /&gt;e a maneira calma como todos deixavam que o&lt;br /&gt;dia escorresse lentamente. Disseram-me depois,&lt;br /&gt;que Mali significa bosque de árvores de fruto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas lá ao longe, no interior da floresta, sentia-se&lt;br /&gt;a guerra. Não com metralhadoras, mas com o&lt;br /&gt;cheiro a medo e a perseguições étnicas. Foi&lt;br /&gt;numa dessas que de repente me vejo rodeado,&lt;br /&gt;protegido por uma facção de jovens adolescentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se eles pensavam que eu era jornalista ou&lt;br /&gt;repórter, sei que me trataram bem e mostraram-me&lt;br /&gt;aquele dia-a-dia caótico e tenso. Lá fui percorrendo&lt;br /&gt;os caminhos, por entre as árvores, sempre atento ao&lt;br /&gt;perigo, que poderia espreitar do alto de uma delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no meio de uma dessas, um tiro silencioso e num ápice&lt;br /&gt;cai uma pessoa de uma dessas árvores. Mas com vida,&lt;br /&gt;apenas entregando-se ao inimigo. Sem violência, é&lt;br /&gt;sequestrado pelos outros e mais nada soube dele.&lt;br /&gt;Mas o sorriso de calma e conhecimento do meu guia&lt;br /&gt;é que me fizeram estremecer. Tanta paz e sapiência&lt;br /&gt;no meio da floresta. Era como apanhar crocodilos&lt;br /&gt;no rio. Mas o medo começou a asfixiar-me com&lt;br /&gt;cada vez mais uma floresta escura e claustrofóbica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, um esquadrão inimigo ataca ao de longe.&lt;br /&gt;Enquanto o meu guia e muitos outros combatem, eu fujo&lt;br /&gt;para trás, com algumas mulheres e crianças, expectante.&lt;br /&gt;Parece que nos vão cercar, mas por fim, estamos todos&lt;br /&gt;a salvo. Os outros foram repelidos para trás e tudo&lt;br /&gt;volta à normalidade. Mas eu, após alguma acalmia,&lt;br /&gt;acabo por me despedir do guia e ser conduzido&lt;br /&gt;por crianças para fora da floresta. Sem eles, estaria&lt;br /&gt;certamente perdido naquele labirinto de árvores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já com o sol como guia, estou de novo noutro mundo,&lt;br /&gt;na calma idílica de Bamako, a olhar o rio e a coleccionar&lt;br /&gt;postais, com a mesma suave brisa de há pouco tempo atrás.&lt;br /&gt;Bebo um chá para retemperar ideias e deito-me finalmente,&lt;br /&gt;nos escombros dos meus sonhos mirabolantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui feliz naquela enseada de guerra e paz&lt;br /&gt;ao som diáfano da floresta do sonho.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-4619537871430151326?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/4619537871430151326/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=4619537871430151326' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/4619537871430151326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/4619537871430151326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/05/floresta-de-bamako.html' title='Floresta de Bamako'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-8819295421062943834</id><published>2011-04-29T22:22:00.000+01:00</published><updated>2011-04-29T22:22:04.001+01:00</updated><title type='text'>Dança Comigo como um Foguetão de Vida</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Dança comigo como um foguetão de vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espera pelo sinal verde para avançares na meada alheia do universo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imbrica-te de bolas de neve e corsários na finitude dos corpos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Molha o rosto na apneia divina das marés tormentosas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sublinhar a dúvida nas voltas trocadas da contradança&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perder o Norte nas faldas da serra escura e húmida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dorme comigo nos lençóis da pura claridade dos anjos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acometem-nos as diatribes do tempo e do espaço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rostos em surdina nas estórias de um tempo encantado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ora, a solicitude das árvores e o alvor do dia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas palmeiras rarefeitas ao pó do deserto e nos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;escombros da tua face de adobe, um ciciar insone&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rugosidade dos raios solares na minha boca sem fome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quebrar os ritmos diáfanos do meu emudecido corpo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;deixo o salão de baile à tua sorte e naufrago o meu olhar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na puridade das vestes, véus arrancados à solidão dos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;viajantes, lenços e gestos na perspicácia do caminho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Dança comigo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como um foguetão que voa pela vida sem rumo certo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em elipses e rotas nunca de antes navegadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fora da monotonia das horas mortas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na insensatez do mundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-8819295421062943834?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/8819295421062943834/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=8819295421062943834' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/8819295421062943834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/8819295421062943834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/04/danca-comigo-como-um-foguetao-de-vida.html' title='Dança Comigo como um Foguetão de Vida'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-4774537365426748976</id><published>2011-04-26T16:12:00.000+01:00</published><updated>2011-04-26T16:12:18.489+01:00</updated><title type='text'>Sobre Magnórios</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nêspera&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;magnório&lt;/span&gt;  são vocábulos sinónimos da linguagem comum.&amp;nbsp;Não correspondem a  designações botânicas distintivas. A diferença está relacionada apenas  com a história destes vocábulos.&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-zokAIAlAGms/Tbbgws2t9XI/AAAAAAAAAeQ/ciWma90klCk/s1600/nespera.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-zokAIAlAGms/Tbbgws2t9XI/AAAAAAAAAeQ/ciWma90klCk/s1600/nespera.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nêspera&lt;/span&gt; provém do vocábulo grego &lt;em&gt;méspilos&lt;/em&gt;, que transitou para o latim culto como &lt;em&gt;nespila&lt;/em&gt;, que devemos ler como /néspila/ e chegou ao latim vulgar como &lt;em&gt;nespira&lt;/em&gt;/&lt;em&gt;néspira&lt;/em&gt;/. Na língua portuguesa tomou forma actual.&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Magnório&lt;/span&gt; deve ser proveniente do nome do botânico francês Magnol, que deu o nome de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;magnólia&lt;/span&gt; à árvore de onde provêm os &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;magnólios&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;magnórios&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Os dicionaristas consideram o&amp;nbsp;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;magnório&lt;/span&gt;&amp;nbsp;um regionalismo minhoto, e têm&amp;nbsp;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;nêspera&lt;/span&gt;&amp;nbsp;como o vocábulo comum ao resto do país. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-4774537365426748976?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/4774537365426748976/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=4774537365426748976' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/4774537365426748976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/4774537365426748976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/04/sobre-magnorios.html' title='Sobre Magnórios'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-zokAIAlAGms/Tbbgws2t9XI/AAAAAAAAAeQ/ciWma90klCk/s72-c/nespera.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-4698982489551545906</id><published>2011-04-15T01:09:00.002+01:00</published><updated>2011-04-15T01:11:52.315+01:00</updated><title type='text'>Há um Poema Sonhado</title><content type='html'>Há um poema sonhado por dia na madrugada da minha solidão&lt;br /&gt;Há fósforos e navalhas a brilhar no luar insone da loucura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cumpre-se agora o esforço hercúleo da caminhada sonhada&lt;br /&gt;há palavras activas que são agitadas pelos sonhos da maresia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;queria uma palavra de sonho na tua boca esfaimada de amor&lt;br /&gt;tenho um ardente desejo de vocábulos sincopados no rendilhado&lt;br /&gt;mais doce e suave dos afectos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dispo-me agora na imensidão da noite, carne putrefacta&lt;br /&gt;na demanda do silente afago no quebranto das horas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há, mas são verdes as paisagens do teu rosto&lt;br /&gt;nele, fotografo os montes mais paradisíacos,&lt;br /&gt;a foz dos teus cabelos roçando a minha seca pele&lt;br /&gt;do viajante solitário, rio de lava e espanto&lt;br /&gt;nos meus braços inseguros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve amor na cabana dos teus olhos&lt;br /&gt;do teu nariz fiz a nossa lareira ardente&lt;br /&gt;e no planalto da tua testa, caminhámos&lt;br /&gt;de mãos dadas até ao fim dos tempos&lt;br /&gt;chegámos ao fim das nossas bocas&lt;br /&gt;como água cristalina, sorvida em&lt;br /&gt;longos tragos por sedentos corpos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-4698982489551545906?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/4698982489551545906/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=4698982489551545906' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/4698982489551545906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/4698982489551545906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/04/ha-um-poema-sonhado.html' title='Há um Poema Sonhado'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-5606514066566514446</id><published>2011-04-12T04:23:00.002+01:00</published><updated>2011-04-13T00:41:14.966+01:00</updated><title type='text'>Exegese Epistolar</title><content type='html'>&amp;nbsp;Serve esta epístola aos valentes, para consagrar a bonomia do gesto.&lt;br /&gt;Que se ancora na palavra não dita. O desejo nas flores do corpo.&lt;br /&gt;Extintores para a combustão das horas. E do sal na boca se faz os dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram dias e anos sem estar contigo, como com tantas pessoas com quem não mais estive,&lt;br /&gt;outras que nunca mais verei, outras que as reencontrarei nos hemisférios do silêncio.&lt;br /&gt;Outras com quem nunca estive, nunca estarei, nunca conhecerei, com tigo, sem tigo.&lt;br /&gt;Sem ti do, sem ti dó, sem ti dói, sem ti. Que sentido farei eu, sem tigo? Sem Tiago. &lt;br /&gt;Sã Tiago de Composto por ela. Na Galiza da vizinha, que é sempre melhor que a minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos meus dias, apenas a anódina torção dos corpos em massagens suaves.&lt;br /&gt;Ruído sereno em trilhos crepitantes. Muitas pausas no discurso do músico.&lt;br /&gt;Apontar baterias para a energia infindável da melancólica estação das águas.&lt;br /&gt;Tulipas na Holanda e cactos no México. O que era apenas uma epístola aos&lt;br /&gt;Hebreus, cresce agora para uma demanda pelas fronteiras do mundo.&lt;br /&gt;Na Bélgica, a cerveja e na Suíça o chocolate. Em ambos, as bicicletas.&lt;br /&gt;Que por fim entregam a missiva, na missão urgente de te acomp'amar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-5606514066566514446?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/5606514066566514446/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=5606514066566514446' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/5606514066566514446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/5606514066566514446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/04/exegese-epistolar.html' title='Exegese Epistolar'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-7199620556483753797</id><published>2011-04-06T14:52:00.002+01:00</published><updated>2011-04-13T00:44:35.745+01:00</updated><title type='text'>Esperança Final</title><content type='html'>Há um tapete na escória do mundo&lt;br /&gt;um leve agitar de dedos na hedionda&lt;br /&gt;memória fálica dos humanos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei a quem pedir contas pela miséria&lt;br /&gt;já me esqueci há muito de lugares sagrados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo actual é uma afasia dos sentidos&lt;br /&gt;perambula-se no estrépito da vaidade&lt;br /&gt;e invoca-se o crisol dos dias aziagos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estórias de tormentos e leviandade no&lt;br /&gt;mesmo cadinho de emoções alarves&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem tema a sofreguidão dos dias&lt;br /&gt;mas há quem se divirta à custa do lixo&lt;br /&gt;em que muitos vivem, faces conspurcadas&lt;br /&gt;de dor, submissos olhares de melancolia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para quê tudo isto? Que ganância vos&lt;br /&gt;foi imposta ó gente vil e ensimesmada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o tempo das águas marinhas revolverem&lt;br /&gt;a eito toda esta insanidade, esta salobra&lt;br /&gt;vivência do mundo. Arrasar com a máquina&lt;br /&gt;poderosa e cinzenta, anónimo estupro da&lt;br /&gt;humanidade. Que as gaivotas se alimentem&lt;br /&gt;do teu féretro, treva insossa e desprezível&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um vislumbre inquieto na fímbria do tempo&lt;br /&gt;rostos desnudos na virtude dos olhares&lt;br /&gt;esperança final nos sonhos do poeta&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-7199620556483753797?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/7199620556483753797/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=7199620556483753797' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/7199620556483753797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/7199620556483753797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/04/esperanca-final.html' title='Esperança Final'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-7281174843406575303</id><published>2011-04-02T14:23:00.000+01:00</published><updated>2011-04-02T20:31:43.485+01:00</updated><title type='text'>aMÁRIO</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;A estrada começa em mim.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-7281174843406575303?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/7281174843406575303/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=7281174843406575303' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/7281174843406575303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/7281174843406575303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/04/amario.html' title='aMÁRIO'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-618207974856659482</id><published>2011-03-27T23:23:00.006+01:00</published><updated>2011-03-28T03:10:25.474+01:00</updated><title type='text'>Mensagem do Dia Mundial do Teatro 2011</title><content type='html'>&lt;div class="mbl notesBlogText clearfix"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-zRbr8-0uV_c/TY_tRAZnnXI/AAAAAAAAAeM/0UPu0rKiY74/s1600/jessica+kaawa.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-zRbr8-0uV_c/TY_tRAZnnXI/AAAAAAAAAeM/0UPu0rKiY74/s1600/jessica+kaawa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;O TEATRO AO SERVIÇO DA HUMANIDADE, de Jessica Kaahwa (Uganda)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Este  é o momento exacto para uma reflexão sobre o imenso potencial que o  Teatro tem para mobilizar as comunidades e criar pontes entre as suas  diferenças.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já, alguma vez, imaginaram que o Teatro pode ser uma ferramenta poderosa para a reconciliação e para a paz mundial?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto  as nações consomem enormes quantidades de dinheiro em missões de paz  nas mais diversas áreas de conflitos violentos no mundo, dá-se pouca  atenção ao Teatro como alternativa para a mediação e transformação de  conflitos. Como podem todos os cidadãos da Terra alcançar a paz  universal quando os instrumentos que se deveriam usar para tal são,  aparentemente, usados para adquirir poderes externos e repressores?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O  Teatro, subtilmente, permeia a alma do Homem dominado pelo medo e  desconfiança, alterando a imagem que tem de si mesmo e abrindo um mundo  de alternativas para o indivíduo e, por consequência, para a comunidade.  Ele pode dar um sentido à realidade de hoje, evitando um futuro  incerto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Teatro pode intervir de forma simples e directa  na política. Ao ser incluído, o Teatro pode conter experiências capazes  de transcender conceitos falsos e pré-concebidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além  disso, o Teatro é um meio, comprovado, para defender e apresentar ideias  que sustentamos colectivamente e que, por elas, teremos de lutar quando  são violadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na previsão de um futuro de paz, deveremos começar  por usar meios pacíficos na procura de nos compreendermos melhor, de nos  respeitarmos e de reconhecer as contribuições de cada ser humano no  processo do caminho da paz. O Teatro é uma linguagem universal, através  da qual podemos usar mensagens de paz e de reconciliação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com  o envolvimento activo de todos os participantes, o Teatro pode fazer  com que muitas consciências reconstruam os seus pré-conceitos e, desta  forma, dê ao indivíduo a oportunidade de renascer para fazer escolhas  baseadas no conhecimento e nas realidades redescobertas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para  que o Teatro prospere entre as outras formas de arte, deveremos dar um  passo firme no futuro, incorporando-o na vida quotidiana, através da  abordagem de questões prementes de conflito e de paz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na  procura da transformação social e na reforma das comunidades, o Teatro  já se manifesta em zonas devastadas pela guerra, entre comunidades que  sofrem com a pobreza ou com a doença crónica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existe um  número crescente de casos de sucesso onde o Teatro conseguiu mobilizar  públicos para promover a consciencialização no apoio às vítimas de  traumas pós-guerra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faz sentido existirem plataformas  culturais, como o Instituto Internacional de Teatro, que visam  consolidar a paz e a amizade entre as nações.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conhecendo o  poder que o Teatro tem é, então, uma farsa manter o silêncio em tempos  como este e deixar que sejam “guardiães” da paz no nosso mundo os que  empunham armas e lançam bombas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como podem os instrumentos de alienação serem, ao mesmo tempo instrumentos de paz e reconciliação?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Exorto-vos,  neste Dia Mundial do Teatro, a pensar nesta perspectiva e a divulgar o  Teatro, como uma ferramenta universal de diálogo, para a transformação  social e para a reforma das comunidades.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto as  Nações Unidas gastam somas colossais em missões de paz com o uso de  armas por todo o mundo, o Teatro é uma alternativa espontânea e humana,  menos dispendiosa e muito mais potente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não será a única  forma de conseguir a paz, mas o Teatro, certamente, deverá ser utilizado  como uma ferramenta eficaz nas missões de paz.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;por Jessica Atwooki Kaahwa&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-618207974856659482?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/618207974856659482/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=618207974856659482' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/618207974856659482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/618207974856659482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/03/mensagem-do-dia-mundial-do-teatro-2011.html' title='Mensagem do Dia Mundial do Teatro 2011'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-zRbr8-0uV_c/TY_tRAZnnXI/AAAAAAAAAeM/0UPu0rKiY74/s72-c/jessica+kaawa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-3397390839250618699</id><published>2011-03-21T00:00:00.003Z</published><updated>2011-03-21T00:28:18.917Z</updated><title type='text'>Três Tempos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-ALLmX2sYaC0/TYaZuobufiI/AAAAAAAAAeA/-HQjBqGyLdw/s1600/%25C3%2581gueda%2B089.JPG"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 150px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-ALLmX2sYaC0/TYaZuobufiI/AAAAAAAAAeA/-HQjBqGyLdw/s200/%25C3%2581gueda%2B089.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5586321414206422562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Hoje queria escrever-te coisas tão bonitas como o tempo&lt;br /&gt;mas não consigo&lt;br /&gt;não sou capaz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou falho de inteligência e de amor. Faltam-me os verbos&lt;br /&gt;na demanda do mundo sensível e atroz ao mesmo tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje queria dizer-te o quanto te amo, mas duvido que&lt;br /&gt;seja assim tão simples de escrever num papel rasurado&lt;br /&gt;pelos dias inquietos a palavra aérea da fantasia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem queria explicar-te ao pormenor a ciência dos&lt;br /&gt;corpos e dos mares profundos. Na mais abissal das&lt;br /&gt;entranhas do sentimento. Mas a lua escolheu-te&lt;br /&gt;para navegares nas crateras da felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã será tarde de mais, porque morri de vergonha&lt;br /&gt;pelas palavras ditas. Escancarei a boca para o teu coração&lt;br /&gt;e fiquei parado no sinal vermelho do teu afecto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã é sempre longe e eu tão perto de vestir o hábito&lt;br /&gt;do monstro que me ensina a quanto menos se disser, melhor&lt;br /&gt;E assim, cravo espinhos nas minhas encrespadas mãos&lt;br /&gt;pecadoras pelo ofício de te querer. E socorro-me em&lt;br /&gt;última instância de um trago amargo que me consome&lt;br /&gt;as lágrimas no paraíso dos amantes etéreos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por agora, o beneplácito leviano do astro-rei, que&lt;br /&gt;me faz desejar um sorriso numa noite estranha&lt;br /&gt;Já me despi de toda a sujidade dos homens&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tempo de recomeçar na orla do idílico momento:&lt;br /&gt;Futuro feito de presente carregado de passado&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-3397390839250618699?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/3397390839250618699/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=3397390839250618699' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/3397390839250618699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/3397390839250618699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/03/tres-tempos.html' title='Três Tempos'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ALLmX2sYaC0/TYaZuobufiI/AAAAAAAAAeA/-HQjBqGyLdw/s72-c/%25C3%2581gueda%2B089.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-7342309222097364552</id><published>2011-03-14T00:14:00.004Z</published><updated>2011-03-14T00:22:18.025Z</updated><title type='text'>Luta em Crescendo</title><content type='html'>Amar contra a sede e a fome&lt;br /&gt;Um rio na claridade da noite&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a espera por um braço no ar&lt;br /&gt;luta em crescendo na saliva do dia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andar com palavras de ordem&lt;br /&gt;na tua mão. Nas palmas, as&lt;br /&gt;tardes em secretas e unidas&lt;br /&gt;vontades sonhadas do futuro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta madrugada, o sono que&lt;br /&gt;me arrasta para as palavras de&lt;br /&gt;ordem do vislumbre do tempo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ama como a fome começa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-7342309222097364552?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/7342309222097364552/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=7342309222097364552' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/7342309222097364552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/7342309222097364552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/03/ama-como-fome-comeca.html' title='Luta em Crescendo'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-1577219893102235396</id><published>2011-03-12T04:29:00.008Z</published><updated>2011-03-12T11:48:48.103Z</updated><title type='text'>AM - Ao Mundo</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Mário, o naïf.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com trema e tracinhos e tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu protesto é o gato mais fiel de que gosto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou enRASCAdo na ignomínia do amor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos lutar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assinado: Cactus Pretus&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-1577219893102235396?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/1577219893102235396/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=1577219893102235396' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/1577219893102235396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/1577219893102235396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/03/am-ao-mundo.html' title='AM - Ao Mundo'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-3329442499881480376</id><published>2011-03-10T00:14:00.003Z</published><updated>2011-03-10T00:32:42.677Z</updated><title type='text'>Elegia Curta</title><content type='html'>E se a minha boca fica seca de tanto calar?&lt;br /&gt;Se me desfiz na saudade dos vivos e agora&lt;br /&gt;parto contigo na volúpia da morte física,&lt;br /&gt;resta-me a verborreia e sem saliva, dobrar&lt;br /&gt;as tormentas do meu pranto solitário?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque me deixas sempre com perguntas,&lt;br /&gt;vida? No recanto mais húmido e isolado,&lt;br /&gt;perscruto a minha voz atormentada, já&lt;br /&gt;gasta no desalinho das horas consumidas&lt;br /&gt;na porosidade dos corpos condenados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas grito ainda, na tua hora solene e baça,&lt;br /&gt;as canções de marear, na tua brandura.&lt;br /&gt;Agora, que partiste para longe, vem,&lt;br /&gt;devagarinho, para a minha beira.&lt;br /&gt;No estertor do deserto, a roufenha voz&lt;br /&gt;dos destemidos, a suportar o estio da&lt;br /&gt;angústia e da dor, em rumorejantes&lt;br /&gt;caleidoscópios de certezas. O amor&lt;br /&gt;persegue a doença ávida de carinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta-nos somente as respostas a dar&lt;br /&gt;em cada bifurcação dolorosa da vida.&lt;br /&gt;Na alegria das imagens felizes, a certeza&lt;br /&gt;de nunca me esquecer do teu sorriso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-3329442499881480376?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/3329442499881480376/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=3329442499881480376' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/3329442499881480376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/3329442499881480376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/03/elegia-curta.html' title='Elegia Curta'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-3474907029735928034</id><published>2011-03-04T03:02:00.003Z</published><updated>2011-03-04T03:10:02.075Z</updated><title type='text'>Ai que riso!</title><content type='html'>Ai que riso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na inocência rica da criança anónima, na esperança de um divertimento.&lt;br /&gt;Que partidas, largadas e fugidas nas  corridas do mundo de sonhos nos meus olhos.&lt;br /&gt;E as nódoas e as feridas no chão da fantasia? Que prazer correr e tropeçar na terra.&lt;br /&gt;No alcatrão e no cimento, as cicatrizes no corpo. A bicicleta a rasgar o horizonte e os&lt;br /&gt;cruzamentos, sem travões nem campainha. E as mães a chamarem-nos da varanda.&lt;br /&gt;Anda já para casa! O jantar está pronto. E nós, só mais dois minutos, para a última&lt;br /&gt;corrida à volta do quarteirão. E de dois, se fizeram dez, quinze minutos. E o ralhete&lt;br /&gt;no fim. Para os mais afortunados, uma palmada no rabo. E a roupa sempre suja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai que riso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as escondidas, a carica sob o alvo passeio, o peão no meio da rua, a apanhada, o&lt;br /&gt;trinta e cinco, os polícias e ladrões? E as raparigas? Com os seus jogos e nós sempre&lt;br /&gt;a gozar com elas. As suas bonecas. Mas quando elas nos convidavam para brincar&lt;br /&gt;com elas é que era. Os pais e as mães, o quarto escuro, o bate-pé, a verdade ou&lt;br /&gt;consequência. Ai que inocentes que éramos. E que bom que era. E depois, voltarmos&lt;br /&gt;às brincadeiras de sempre, à aventura desaustinada, aos pontapés e a atirar&lt;br /&gt;as bolas para o quintal da vizinha, que se irritava solenemente. Até não nos querer&lt;br /&gt;dar a bola e eu fazer a revolução, saltando o muro e resgatar a velha bola rota e suja.&lt;br /&gt;E rir com as quedas, os tropeções na vida dos jovens, dos velhos. E tudo na mais&lt;br /&gt;clara certeza dos dias prenhes de vida e emoção. Chegar a casa cansado e dormir&lt;br /&gt;como um anjo no império da amizade e da descoberta. E a escola, aprender a ser&lt;br /&gt;um homem, a sociabilizar e a sonhar em querer ser algo quando for grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai que riso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ainda hoje, sou a criança dos sonhos incomensuráveis, à espera de ser grande.&lt;br /&gt;E rio-me nas barbas da seriedade da vida cinzenta e imponente das conquistas do&lt;br /&gt;presente. E choro na praia salgada da minha memória perene e curiosa, a vogar&lt;br /&gt;pelo tempo. Escorrendo lentamente na ampulheta da nossa finitude. Filigrana pura&lt;br /&gt;na intempérie das utopias. E sou uma criança-pássaro, de olhos atentos ao mundo&lt;br /&gt;e a cantarolar por aí, num voo destemido até às paisagens da nossa alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai que riso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas palavras que se encostam umas às outras, a imperfeita maresia do silêncio.&lt;br /&gt;Entre as ondas, esse pequeno limbo de saudade, amor à vida e aos seres que&lt;br /&gt;habitam os mesmos ninhos que eu. No riso mais pungente e duradouro que há.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-3474907029735928034?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/3474907029735928034/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=3474907029735928034' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/3474907029735928034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/3474907029735928034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/03/ai-que-riso.html' title='Ai que riso!'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-6358730837993792101</id><published>2011-03-01T01:00:00.000Z</published><updated>2011-03-01T01:00:05.833Z</updated><title type='text'>Magia dos Sabores</title><content type='html'>Magia dos sabores&lt;br /&gt;um fruto discreto&lt;br /&gt;Na tua mão dourada&lt;br /&gt;a magnólia branca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tarde de purpurina&lt;br /&gt;e estertor nocturno&lt;br /&gt;bola de espelhos na face&lt;br /&gt;e fachadas nórdicas&lt;br /&gt;aqui&lt;br /&gt;bem perto da solidão&lt;br /&gt;e o frio inquieto da serra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noutros mares já naveguei.&lt;br /&gt;Agora ancoro-me nas pétalas&lt;br /&gt;e nas dedadas do teu rosto&lt;br /&gt;embaciado. Escondeste-me&lt;br /&gt;o truque, esse passe de mágica&lt;br /&gt;na profusão de sentidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as tangerinas ainda&lt;br /&gt;estão pejadas de odores&lt;br /&gt;nas tuas mãos conspurcadas&lt;br /&gt;de amor doce.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-6358730837993792101?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/6358730837993792101/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=6358730837993792101' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/6358730837993792101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/6358730837993792101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/03/magia-dos-sabores.html' title='Magia dos Sabores'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-3077438726762769081</id><published>2011-02-26T00:00:00.000Z</published><updated>2011-02-26T00:25:04.212Z</updated><title type='text'>Nas tuas mãos me perdi</title><content type='html'>Nas tuas mãos me perdi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A entrelaçar os desejos&lt;br /&gt;na finitude dos seres&lt;br /&gt;as maresias de espanto&lt;br /&gt;em ruínas consagradas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas tuas mãos me perdi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nas rotas de contrabando&lt;br /&gt;dos corações abandonados&lt;br /&gt;há itinerários sem destino&lt;br /&gt;na confusão dos amantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas tuas mãos me perdi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E encontrei-me na poeira&lt;br /&gt;dos dias, na salsugem&lt;br /&gt;efémera dos corpos em&lt;br /&gt;platónica tergiversação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas tuas mãos me perdi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e descobri o calor de um&lt;br /&gt;afago carinhoso nos ossos&lt;br /&gt;falanges na ternura do&lt;br /&gt;tempo mais que perfeito&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-3077438726762769081?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/3077438726762769081/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=3077438726762769081' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/3077438726762769081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/3077438726762769081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/02/nas-tuas-mao-me-perdi.html' title='Nas tuas mãos me perdi'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-5096375890202684833</id><published>2011-02-19T02:00:00.001Z</published><updated>2011-02-19T02:13:17.409Z</updated><title type='text'>Dia dos Abraços</title><content type='html'>Hoje é o dia dos abraços&lt;br /&gt;do abraço em surdina&lt;br /&gt;do abraço ancorado&lt;br /&gt;do abraço coração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na tua pele sensível e clara, o afago dos dias em que te não vi&lt;br /&gt;No teu olhar sereno e sonhador, o diálogo dos anos perdidos&lt;br /&gt;em que te não conheci&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é o dia dos abraços&lt;br /&gt;do abraço que dura a eternidade&lt;br /&gt;do abraço que voa universos de amor&lt;br /&gt;do abraço que desperta futuros risonhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o poema do dia dos abraços&lt;br /&gt;dos abraços, dos abraços, dos abraços&lt;br /&gt;Hoje e sempre. Abraços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço-te em todos os dias&lt;br /&gt;Nos dias em que o amor abre a porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Para A.M.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-5096375890202684833?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/5096375890202684833/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=5096375890202684833' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/5096375890202684833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/5096375890202684833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/02/dia-dos-abracos.html' title='Dia dos Abraços'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-7675893963132381956</id><published>2011-02-17T23:37:00.002Z</published><updated>2011-02-17T23:55:09.296Z</updated><title type='text'>Memórias da Guerra</title><content type='html'>De volta da guerra, o soldado inspecciona a sua arma,&lt;br /&gt;funesto fuzil na biografia dos homens. Na celeuma dos&lt;br /&gt;ventres estropiados, há pétalas no sopé da embriaguez&lt;br /&gt;dos corpos estendidos. Rostos de suor e muito sangue&lt;br /&gt;na poeira do ódio. O corpo do soldado exala o cansaço&lt;br /&gt;das madrugadas do silêncio. Persiste em ranger os&lt;br /&gt;dentes na loucura estiolada do combate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora repousa e por vezes chora na agonia dos&lt;br /&gt;companheiros mortos, dos inimigos que teve&lt;br /&gt;de abater, para sobre viver. Um mundo demencial&lt;br /&gt;e triste. Desamparado, no seu leito espúrio e frio,&lt;br /&gt;as vozes em demanda, gritos e horrores, solidão.&lt;br /&gt;O soldado sente-se vazio e perdido, revê-se na&lt;br /&gt;conspurcação do mundo, na mais torpe indiferença&lt;br /&gt;de quem sempre mandou em si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isto a vida? Naufragar na loucura errante?&lt;br /&gt;Na baixeza inerme em que agora regressa vivo,&lt;br /&gt;nada mais resta que construir uma nova identidade.&lt;br /&gt;Ou estilhaçar de vez os cacos selvagens da presa,&lt;br /&gt;que agora o mira ao espelho, ratoneiro pérfido&lt;br /&gt;da sua alma penada e já sem brilho no olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um disparo e é o princípio do mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-7675893963132381956?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/7675893963132381956/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=7675893963132381956' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/7675893963132381956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/7675893963132381956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/02/memorias-da-guerra.html' title='Memórias da Guerra'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-1814029884392139868</id><published>2011-02-13T11:13:00.004Z</published><updated>2011-02-13T11:22:27.366Z</updated><title type='text'>Como se Fora um Haiku</title><content type='html'>Tanto Mar&lt;br /&gt;e a Lua&lt;br /&gt;sobre o seu&lt;br /&gt;manto agitado&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-1814029884392139868?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/1814029884392139868/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=1814029884392139868' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/1814029884392139868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/1814029884392139868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/02/haiku-iii.html' title='Como se Fora um Haiku'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-5962381104327388473</id><published>2011-02-11T05:13:00.006Z</published><updated>2011-02-12T01:22:22.737Z</updated><title type='text'>Cadáver  Ex-Quis Isto</title><content type='html'>Surripiaste um beijo na despedida&lt;br /&gt;- Não se faz, disse eu com fervor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto dos enganos e das esperas&lt;br /&gt;não é para mim. Não te quero&lt;br /&gt;ver mais. Desaparece na Calçada&lt;br /&gt;do Escombro. Rola por aí abaixo&lt;br /&gt;e chora o tempo todo de um&lt;br /&gt;declive ensimesmado. Cuida&lt;br /&gt;de ti, aprende a ser mais&lt;br /&gt;calma e fria. Fazia-te bem&lt;br /&gt;um pouco mais de ego&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, vou rir-me de ti&lt;br /&gt;Mais uma aventura para&lt;br /&gt;contar aos meus botões&lt;br /&gt;Sou forte e selvagem&lt;br /&gt;Vou para onde quero&lt;br /&gt;Não sei o que me falta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me falta mesmo nada,&lt;br /&gt;estou convicto disso. Ficas&lt;br /&gt;avisada de que mais vale&lt;br /&gt;um carinho na mão do&lt;br /&gt;que dois beijos a voar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez ainda pela Calçada&lt;br /&gt;Vais ranhosa e sem postura&lt;br /&gt;Mas o que importa é que&lt;br /&gt;aprendeste a lição do mestre&lt;br /&gt;que fez uma obra-prima&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prima do mestre-de-obras&lt;br /&gt;essa, tornou-se prostiputa&lt;br /&gt;ganhava bom dinheiro em&lt;br /&gt;bares alternativos. Pelo menos&lt;br /&gt;a vulgaridade não fornicava&lt;br /&gt;com ela. Mas a alta sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já na baixa, os edifícios&lt;br /&gt;ficam a cair de podres,&lt;br /&gt;porque por este país à&lt;br /&gt;beira falência plantado&lt;br /&gt;não se gosta do passado.&lt;br /&gt;E ter memória é só para&lt;br /&gt;os elefantes. Já me&lt;br /&gt;chamaram de camelo&lt;br /&gt;por pensar. Mas penso&lt;br /&gt;que o centro deveria&lt;br /&gt;ter mais gente. De&lt;br /&gt;preferência pensante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este é um cadáver esquisito. Não sei quem o deixou fenecer aqui na minha fenêtre. E como fica bem em Portugal um poema horizontal com paroles em Francês e o resto o bom do inventês, essa língua-procariota, criada por um idiota. Mas entre a rima e o enclave, prefiro o riso que uma bola à trave. Se ainda fosse num poste de alta-tesão. Mas agora é cedo para agoirar os sorrisos do presente. Faça-se à estrada e calcorreie os resquícios do Macadame, em pedra lioz e abrasiva. Se não estava no dicionário, é porque está de acordo com a hortografia dos nabos e da couve-flor, embora prefira a couve-tronchuda, pois sabe-me melhor no ouvido. Das falácias do infinito, trasfego a deuteronímica visão do mundo em pentateucos sem fim. Compro cigarros ao desafio, só pelo prazer de poder perder e deixar-te viciado na Nico atina. Afina agora o diapasão do mundo, e só escrevo isto porque soa bem, como uma onda forte que rebenta sobre a praia, essa diáspora do infinito. Se tu gostasses de palavras como eu, comeria-las a todas as horas do porvir. Desde o pequeno-grande-almoço do desejo até à ceia dos pontos cardeais, esses geoabraços em coordenadas sem fim, sem fim, sem fim. Tudo o resto são ordinarices dos números. Entre os cardinais e os ordinais, prefiro a cardina, essa bebedeira sem fim da lama e do que mais suão e puro existe. Nascemos  do sangue e da imundície. Para quê lavarmos a face da nossa pequenez?&lt;br /&gt;Não passa de puro dislate essa máscara da personalidade que queremos à força colocar no rosto da ingenuidade. E assim vamos, educados pela conspurcada e vil sociedade esquisita, tal como este cadáver que aqui jaz e apodrece na sevícia do amor. Na demanda de novos infernos, a soez e torpe indiferença do céu, é aspergida pela chuva dos ditirâmbicos seres da tautologia destas palavras. Pode ser uma redundância minha, mas adoro os pleonasmos que se repetem ad nauseum. Além do Francês, também fala Latim, dizia o cão no seu latir habitual, ou seja, no pleonasmo habitual. De tanta habituação, o cão ficou viciado nas palavras cruzadas das pernas da sua dona. Tantas cruzes e abraços, que mais parecia que estava na romaria da Páscoa. Vou-me folar daqui antes que fique fulo de todo. Bem dizia o meu pai, que trabalhava na fábrica de óleo Fula, que quem se deita tarde, sofre muito. Não sei de quê, talvez de pouco sono. Mas isso, nada como um bom sonho para compensar as horas fúteis de sono. Basta tirar uma letra e já está! Tudo se resolve neste meu país do sul, onde não acontece nada. Pode ser que a morte tenha sido ao Meio-Dia, a deste cadáver adiado e maltrapilho. Talvez seja tempo de o cremar na pira de incenso e mirra. Os louros fica para quem os quiser. Eu sempre preferi as morenas, as de pele branca, as matarruanas, as atarracadas, as tresloucadas. Quanto a issos, não se podem fazer nadas! Grandes rabecadas vou eu levar quando finalmente lerem isto, os dois ou três visionários do tremoço, já que o caju está caro, é muito calórico e eu sempre detestei gordos. Por isso nunca seria um bom nutricionista. Fiz-me ao deserto e encontrei um oásis. No palco, encontrei a redenção para os meus pecados. Posso agora, finalmente fenecer em paz. Sou o cadáver mais esquisito e feliz de mim mesmo, na maresia de um encanto que ainda estou por deslindar. Descubro-te ou não, mas cubro-te e encubro-te na sageza de um abraço fugaz e tão sentido.&lt;br /&gt;Pena que os ponteiros do relógio nunca estejam em sentido único. Há sempre vias transversais para fazer obviar o sentimento. Para quando uma festa dos sentidos, uma catarse de sonho, um poema verdadeiro, uma prosa pensada em livros sem fim? Tudo isto, isto, isto que aqui escreves e lês, são demenciais discursos fúnebres para o triste fim da humanidade que pensa. Por isso, inscreves na metonímia um lastro de insensatez e estupidificante langor intelectual. Volto à fórmula inicial, em que H2SO4 é o ácido sulfúrico que um dia te corroeu a garganta com verborreica fatalidade. Só o Gedeão é que percebia destas coisas da química dos fluidos e das matérias. É tão bonita a ciência a brincar com a arte. São seres fecundos e belos, que instigam sempre a um porvir mais talentoso. Já brinquei e amei com ambas, às mil revoluções por minuto na esfera celeste do teu beijo. Ah! E foi por isso que cá vim, pelo teu beijo, por mim recusado.&lt;br /&gt;Hoje sim, consegui finalmente ser um grande escritor, escrever muito, repetir muito, acrescentar às palavras esses espaços que as tornam tão belas. Tal como a pausa, na música e no teatro, esses silêncios que dão dimensão ao uni verso. Um verso apenas para perderes a cabeça. Foi pelo beijo que me perdi e reencontrei nas faldas do teu rosto. E chego à conclusão que este cadáver está bem melhor agora para ti, para receber finalmente esse teu beijo em surdina acidental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quis receber esse teu beijo&lt;br /&gt;Deste-me uma bofetada&lt;br /&gt;por tanta insensatez&lt;br /&gt;e tempo de espera,&lt;br /&gt;nas deambulações&lt;br /&gt;horizontais da&lt;br /&gt;inconsequente&lt;br /&gt;vida dos sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje pensei tanto&lt;br /&gt;em ti&lt;br /&gt;que derrapei neste&lt;br /&gt;caudaloso leito&lt;br /&gt;com margens&lt;br /&gt;bem fortes e&lt;br /&gt;cruéis. Falo de ti,&lt;br /&gt;poeta. Aquele&lt;br /&gt;grande Rio Eufrates,&lt;br /&gt;aquela Margem da&lt;br /&gt;Alegria. São coisas&lt;br /&gt;tuas e minhas.&lt;br /&gt;Que partilhaste&lt;br /&gt;em densos nevoeiros,&lt;br /&gt;por causa da Serra&lt;br /&gt;onde vivias.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;E por agora chega!&lt;br /&gt;Amo e sonho na tua boca pintada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surripio-te um beijo na alvorada&lt;br /&gt;-Não se faz! disseste tu com amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-5962381104327388473?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/5962381104327388473/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=5962381104327388473' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/5962381104327388473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/5962381104327388473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/02/cadaver-ex-quis-isto.html' title='Cadáver  Ex-Quis Isto'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-6665888246625140120</id><published>2011-02-10T00:40:00.004Z</published><updated>2011-02-10T00:48:57.689Z</updated><title type='text'>Caíram-me duas Pestanas Sobre o Poema</title><content type='html'>Caíram-me duas pestanas&lt;br /&gt;sobre o poema&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como dois quartos crescentes&lt;br /&gt;iluminam&lt;br /&gt;no seu fino traço&lt;br /&gt;a paixão dos sonhadores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No poema&lt;br /&gt;restaram as palavras&lt;br /&gt;solitárias&lt;br /&gt;e essa fímbria&lt;br /&gt;pedúnculo que&lt;br /&gt;sobe ao coração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa tarde&lt;br /&gt;os telhados brilhavam&lt;br /&gt;com mais sentido&lt;br /&gt;e a lua enrubesceu&lt;br /&gt;de vez na noite&lt;br /&gt;intensíssima.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-6665888246625140120?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/6665888246625140120/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=6665888246625140120' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/6665888246625140120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/6665888246625140120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/02/cairam-me-duas-pestanas-sobre-o-poema.html' title='Caíram-me duas Pestanas Sobre o Poema'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-8633246033804377800</id><published>2011-02-08T19:37:00.004Z</published><updated>2011-02-08T19:51:52.617Z</updated><title type='text'>Angel' idade</title><content type='html'>Um anjo de negro&lt;br /&gt;vestida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uns sapatos de ténis&lt;br /&gt;coloridos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;para poder saltar os muros&lt;br /&gt;da indiferença&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um traço verde&lt;br /&gt;de esperança&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nas tuas pálpebras&lt;br /&gt;eternas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na prestação eufórica&lt;br /&gt;da vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as palavras, os excessos, os ruídos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os sorrisos e as palmas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina que dança&lt;br /&gt;sobre a solidão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os colares ao peito&lt;br /&gt;na evasão do teu&lt;br /&gt;corpo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas prosas apetecíveis&lt;br /&gt;a catarse perfeita&lt;br /&gt;da lua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Madame, não ame&lt;br /&gt;Reprima o amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E deixe a utopia&lt;br /&gt;navegar no seu mar&lt;br /&gt;sensível&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ok, madame?&lt;br /&gt;ok, monsieur.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-8633246033804377800?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/8633246033804377800/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=8633246033804377800' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/8633246033804377800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/8633246033804377800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/02/angel-idade.html' title='Angel&apos; idade'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-4161527401930742372</id><published>2011-02-07T23:57:00.002Z</published><updated>2011-02-08T00:07:03.387Z</updated><title type='text'>PromoSão</title><content type='html'>A promo da São&lt;br /&gt;era alta mente&lt;br /&gt;ficava no chão&lt;br /&gt;rente ao pente&lt;br /&gt;do meu glorioso&lt;br /&gt;                 irmão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A São pediu em primeira mão&lt;br /&gt;a mão do meu vetusto irmão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pernas para que vos quero&lt;br /&gt;retorquiu o meu irmão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- És feia como um melão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a São, jurou eternamente&lt;br /&gt;vender na praça, contente&lt;br /&gt;resmas de bom diluente&lt;br /&gt;para acabar de repente&lt;br /&gt;com a fealdade do melão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Promo da São&lt;br /&gt;é vender com desconto&lt;br /&gt;e sempre acrescentando&lt;br /&gt;                      um ponto&lt;br /&gt;quilos e quilos de melão&lt;br /&gt;com um pivete para&lt;br /&gt;          me deixar tonto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Termina assim este conto&lt;br /&gt;por causa da PromoSão.&lt;br /&gt;A culpa foi do meu irmão&lt;br /&gt;que não casou e pronto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;História terminada.&lt;br /&gt;E a São sem ser casada!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-4161527401930742372?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/4161527401930742372/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=4161527401930742372' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/4161527401930742372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/4161527401930742372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/02/promosao.html' title='PromoSão'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-8108001907483473673</id><published>2011-02-03T04:09:00.002Z</published><updated>2011-02-03T04:31:16.059Z</updated><title type='text'>Vem Comigo</title><content type='html'>Sabes, no mistério da vida ainda há espaço para a descoberta  e o sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem! Vem comigo aos confins do universo e picota um gato na perene lua&lt;br /&gt;da paz. Impede por um instante esses temores e anseios rumorejantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabes, na parca solidão que nos reserva temos ainda lugar na festa da evasão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem! Vem comigo ao princípio dos mapas siderais e desenha uma flor&lt;br /&gt;em botão. Que desabroche no teu corpo as estrelas radiosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabes, no ofício do mundo ainda há tempo para o genuíno amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem! Vem comigo ao cerne deste magma quente e traceja o meu rosto&lt;br /&gt;a carvão. Permite que os planetas se alinhem em poses resplandecentes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-8108001907483473673?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/8108001907483473673/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=8108001907483473673' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/8108001907483473673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/8108001907483473673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/02/vem-comigo.html' title='Vem Comigo'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-6007908613095048892</id><published>2011-01-30T06:41:00.002Z</published><updated>2011-01-30T07:09:29.540Z</updated><title type='text'>A Utopia</title><content type='html'>Na mesa, os livros e as utopias.&lt;br /&gt;No quarto dormente, o lume brando&lt;br /&gt;afugenta o frio exterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou só, na medida do possível.&lt;br /&gt;Posso e quero. Mas só&lt;br /&gt;faço o que quero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escreve-se pouco na cama dos amantes insurrectos. Macero a agonia em limões sem fim.&lt;br /&gt;Na acidez das palavras, o gosto doce da saudade. Rio-me dos esconjuros da infâmia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas horas mortas, a minha finitude. Um soez, à espera de ti, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;miséria. Nas marionetas&lt;br /&gt;da vida, a minha torpe inquietude. Quero a combustão do mundo.&lt;br /&gt;E os livros ainda por queimar no meu leito desabrido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo em redor está num caótico frémito de esperança. As calças sobre a camisola&lt;br /&gt;e no espelho quebrado, livros em ascensão vertical. Um dia começo a ler para&lt;br /&gt;ser inteligente. Ou pelo menos, eloquente.&lt;br /&gt;Por agora, apenas louco, neste quente quarto. O aquecedor irradia dióxido de carbono.&lt;br /&gt;À falta de arma, tenho a inalação tóxica mais certa do que a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penduro os ouvidos na chapelaria mais distante.  Do dislate se faz a minha prosa&lt;br /&gt;porosa. Com rugas fartas na agonia do momento. Do presente se faz o sal na&lt;br /&gt;pálpebra carcomida. Se eu fizesse sentido, seria sinaleiro das minhas acções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, perambulo. Construo grumos na sopa mais anquilosante e fria.&lt;br /&gt;Mas ponho hortelã nos silêncios e orégãos nos sentidos.&lt;br /&gt;Já produzi sonhos feitos de manjericão e  outras sopas mais saborosas.&lt;br /&gt;Um dia ofereço-te as receitas para a minha solidão.&lt;br /&gt;Até lá, pego n' A Utopia e atiro-o à fogueira das vaidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O crepitar da vida em prantos sem fim.&lt;br /&gt;Quero o que não posso.&lt;br /&gt;Mas só, faço o que quero.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-6007908613095048892?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/6007908613095048892/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=6007908613095048892' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/6007908613095048892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/6007908613095048892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/01/utopia.html' title='A Utopia'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-7831761286678777449</id><published>2011-01-24T18:18:00.000Z</published><updated>2011-01-24T18:20:51.147Z</updated><title type='text'>Tracinho Decrescente</title><content type='html'>Do marasmo e da inocência, vítimas doces do dislate. Os cidadãos ficam em casa no sono&lt;br /&gt;temporal do enevoado. Dom Sebastião na esfera dos inermes. Mais um cacto na seiva&lt;br /&gt;dos anódinos votantes do caso sério. Um monte de rigidez que não aprecia jornais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noutras vias, o luar que vai minguando nos dias pouco-a-pouco crescentes.&lt;br /&gt;Fevereiro está aí à porta, o mês da Febre Inglesa. A Ferver de não te ver.&lt;br /&gt;Depois, a magnólia que trazias no rosto. Com a tua febre de vida num&lt;br /&gt;sorriso recalcitrante. A alegria no teu rosto, as mãos suaves em&lt;br /&gt;heresias sem fim. Depois, a comunhão de esforços na caminhada.&lt;br /&gt;Um voto a mais no coração dos pobres patafísicos da utopia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E na estrada que começa agora, uma velocidade suave e&lt;br /&gt;prazenteira, sem buracos nem curvas perigosas.&lt;br /&gt;Apenas o gosto de percorrer as vias principais&lt;br /&gt;da paixão e do desejo. Se a coisa mais séria&lt;br /&gt;da vida é a alegria, quero-te, séria e&lt;br /&gt;profundamente densa e bela.&lt;br /&gt;Como TU.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-7831761286678777449?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/7831761286678777449/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=7831761286678777449' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/7831761286678777449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/7831761286678777449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/01/tracinho-decrescente.html' title='Tracinho Decrescente'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-8570378858382520441</id><published>2011-01-19T04:53:00.003Z</published><updated>2011-01-19T05:17:56.872Z</updated><title type='text'>Escrevemos no mesmo dia dos abraços</title><content type='html'>Escrevemos no mesmo dia dos abraços&lt;br /&gt;No convés da utopia, uma pétala de cravo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As tuas faces rubras de desejo e morte&lt;br /&gt;Partiste no dique dos amantes dulcíssimos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boca de fogo na cratera do silêncio&lt;br /&gt;Vozes em surdina na passagem-de-nível&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Almejaste o coração de pedra no&lt;br /&gt;nevoeiro esquálido dos defuntos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ossos e arenitos na campa adunca&lt;br /&gt;Estrepitosa carruagem em que circulas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta aos abraços fecundos&lt;br /&gt;Na gare dos saudosos sorrisos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No teu lívido rosto de pulsão vital&lt;br /&gt;O beijo feérico na via salgada do amor&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-8570378858382520441?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/8570378858382520441/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=8570378858382520441' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/8570378858382520441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/8570378858382520441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/01/escrevemos-no-mesmo-dia-dos-abracos-no.html' title='Escrevemos no mesmo dia dos abraços'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-2325110859631475283</id><published>2011-01-15T17:30:00.002Z</published><updated>2011-01-15T17:42:21.446Z</updated><title type='text'>Um Selvagem ao Piano</title><content type='html'>Indecifrável a safra do tempo&lt;br /&gt;Dói-me a íris de tanto sangue pisado&lt;br /&gt;Calcorreei matos e escondi-me nas searas&lt;br /&gt;O fuzil era a única salvação do corpo exangue&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na baioneta dos escombros, a madressilva&lt;br /&gt;Pianos ínfimos prolongam a ânsia do vento&lt;br /&gt;Há um rumorejar de ossos no baú dos esquisitos&lt;br /&gt;Estiola-me a pele de tanto sal e sol no rosto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bafiento, o lume. Pedras em volta da fogueira&lt;br /&gt;Uma sagaz vaidade de perder-me nu na enseada&lt;br /&gt;E os peixes nadam à tona das ondas em busca de ti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exalo o hálito dos navegantes perdidos na ilha&lt;br /&gt;estou deserto por te encontrar, nuvem andrajosa&lt;br /&gt;e cuspidora de bátegas tépidas na minha boca dispersa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-2325110859631475283?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/2325110859631475283/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=2325110859631475283' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/2325110859631475283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/2325110859631475283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/01/um-selvagem-ao-piano.html' title='Um Selvagem ao Piano'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-290865813035669968</id><published>2011-01-13T20:09:00.003Z</published><updated>2011-01-13T20:21:28.783Z</updated><title type='text'>A Espera</title><content type='html'>A besta.&lt;br /&gt;Era um punhal de vozes dissonantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A musa incrustada nas nuvens.&lt;br /&gt;A hóstia desassombrada da dúvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No retinir das velhas chaves&lt;br /&gt;a presença do metrónomo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dolente espaço&lt;br /&gt;na tabuleta do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terço.&lt;br /&gt;Nas matinas vilipendiosas&lt;br /&gt;a obscura face de deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tenaz carcomida em fúria.&lt;br /&gt;Os umbrais enviesados de desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A espera.&lt;br /&gt;Cais de embarque dos sonhos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-290865813035669968?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/290865813035669968/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=290865813035669968' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/290865813035669968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/290865813035669968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/01/espera.html' title='A Espera'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-6735403011580304478</id><published>2011-01-11T05:42:00.005Z</published><updated>2011-01-11T09:46:40.535Z</updated><title type='text'>Foi em  Caneiro que te Conheci</title><content type='html'>Eu gosto da 'patafísica. Eu experimentei a putafísica.&lt;br /&gt;No outro dia fui à Cloácia. Um habitante de lá é um Cloaca.&lt;br /&gt;Cheirou-me mal, não sei de onde. Lavei a cara dentro de um bonde.&lt;br /&gt;Ele era eléctrico e dava luz, um tipo ecléctico cheio de pus.&lt;br /&gt;Perdi os óculos, não sei onde os pus.  Truz-truz, bateram-me à cara!&lt;br /&gt;Dei a outra porta para o amor. Sonhei com tino esta noitada.&lt;br /&gt;O teu juízo ainda me agrada. Vivias em Santa Justa, o teu amor&lt;br /&gt;ainda me assusta. Ele chegou no seu popó, deste-lhe um beijo&lt;br /&gt;cheio de pó. Depois sentaram-se no para peito da minha janela.&lt;br /&gt;Doeu-me um pouco, mas aguentei. Discutiam muito e lentamente.&lt;br /&gt;Eu saí do quarto e andei pela casa contente. Foste o meu primeiro&lt;br /&gt;amor, tu sabes quem és. Depois disso, tinham desaparecido.&lt;br /&gt;Voltei ao quarto e fui à janela. Brinquei com o meu gato e tu com o teu.&lt;br /&gt;Vivias em frente de mim, mas só neste sonho. E sorristes p'ra mim e&lt;br /&gt;foste para dentro. Quando penso no teu badocha, vou à despensa.&lt;br /&gt;Como bolachas e calço a galocha, mas apenas a da esquerda.&lt;br /&gt;A direita tens tu, que sempre foste conservadora. Eu não m' importo.&lt;br /&gt;De vez em quando ofereces-me umas conservas. Dás-me atum aos&lt;br /&gt;corações e sardinhas aos montões. Eu como sou mais com versador,&lt;br /&gt;dou-te um verso, com muito amor. Vou voltar à tua terra naval,&lt;br /&gt;um sorriso no hospital. Foi assim esta ilusão, da peta física que me&lt;br /&gt;criaste. Pó pota física, na com pota tísica. A química é um problema&lt;br /&gt;para as ligações co' valentes. Pensei que me ias arrancar os dentes.&lt;br /&gt;Dói-me o pisca-pisca dianteiro. A culpa é da pitafísica. Mas feliz&lt;br /&gt;mente insidiosa da lágrima, fui à chave busca pólos e alcancei o&lt;br /&gt;pólo centro da tua virtude. Deixei ir tud' a eito! O pisca ficou bom,&lt;br /&gt;tudo perfeito. Está feito, disse para o meu limpa-pára-brisas.&lt;br /&gt;Nas ondas do mar salobro, descobri um montado de sobro.&lt;br /&gt;Foi com o meu carro desmontado que achei-te no carbura dor.&lt;br /&gt;Estavas faminta do meu amor, mas apenas óleo tinha para te dar.&lt;br /&gt;Ficaste Fula com a minha indagação. Cheirou-me a fritura de&lt;br /&gt;reparação. Reparei que este sonho estava com somado. Deitei-me&lt;br /&gt;de novo, desta vez para o lado. Vou sonhar mais um bom bocado!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-6735403011580304478?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/6735403011580304478/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=6735403011580304478' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/6735403011580304478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/6735403011580304478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/01/foi-em-caneiro-que-te-conheci.html' title='Foi em  Caneiro que te Conheci'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-9167621127089085117</id><published>2011-01-06T03:33:00.003Z</published><updated>2011-01-06T03:34:25.145Z</updated><title type='text'>As Palavras não nos Faltam, meu Amor</title><content type='html'>&lt;span jsid="text"&gt;As palavras não nos faltam, meu amor.&lt;br /&gt;É  apanhá-las do ar, em turbilhões sem fim.&lt;br /&gt;É juntar letra a letra nas  minudências do mundo&lt;br /&gt;a olorosa esperança dos navegantes solitários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E  depois, embarcar no sonho mais diáfano&lt;br /&gt;da candura occipital do amor.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-9167621127089085117?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/9167621127089085117/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=9167621127089085117' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/9167621127089085117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/9167621127089085117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2011/01/as-palavras-nao-nos-faltam-meu-amor.html' title='As Palavras não nos Faltam, meu Amor'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-179891258827529553</id><published>2010-12-30T16:07:00.003Z</published><updated>2010-12-30T16:33:13.801Z</updated><title type='text'>Os Limites do Mundo</title><content type='html'>Percebes agora o quão sensíveis são os limites do mundo?&lt;br /&gt;A ribeira desagua no enorme rio dessa viagem intrépida&lt;br /&gt;aos sentidos caudalosos do sonho. Deixei-me arrastar na&lt;br /&gt;corrente dos afectos e sucumbi perante a barragem dos&lt;br /&gt;homens sem amor. Que importa a energia gerada se não&lt;br /&gt;há luz nos vossos corações? No entanto,  as comportas&lt;br /&gt;sempre podem abrir para as cheias da paixão humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o silêncio com que me respondeste aos perigos da fogueira?&lt;br /&gt;A festa era dos rapazes e não querias andar por aí a cantar&lt;br /&gt;de galo. Pegaste na gaita-de-foles e obrigaste-me a dançar&lt;br /&gt;nos contratempos da morte. O copo estava cheio e o meu&lt;br /&gt;sangue escorreu pelo planalto altivo. Lá ao longe, os homens&lt;br /&gt;cofiam as barbas no prazer das pedras que pisam. Os&lt;br /&gt;pauliteiros já cirandam em poses ameaçadoras, mas tudo&lt;br /&gt;não passa de uma encenação ritual e viril. Tu captas todo&lt;br /&gt;este feérico espectáculo na tua câmara digital. São os teus&lt;br /&gt;dedos que ora gravam memórias, ora deitam por terra&lt;br /&gt;todas as fantasias que absorvo do teu corpo enviesado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tudo o que te disse, só ligaste ao carrossel diabólico&lt;br /&gt;da telúrica geomorfologia da terra insone e isolada.&lt;br /&gt;Tudo o mais foi desvario e evasão nas preces aflitas&lt;br /&gt;com que te fitei e disse mansamente nas arribas:&lt;br /&gt;Percebes agora o quão sensíveis são os limites do mundo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-179891258827529553?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/179891258827529553/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=179891258827529553' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/179891258827529553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/179891258827529553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2010/12/os-limites-do-mundo.html' title='Os Limites do Mundo'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-855047310007391261</id><published>2010-12-26T16:13:00.002Z</published><updated>2010-12-26T16:31:22.056Z</updated><title type='text'>Torrentes Inauditas</title><content type='html'>Diz-me: onde estão as aparências do olhar?&lt;br /&gt;Em que geada mais ínfima encontraste a lua&lt;br /&gt;na novidade inerme dos mortos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escuta-me.&lt;br /&gt;Nas derivas problemáticas do instante&lt;br /&gt;há fotografias roubadas no tecto da&lt;br /&gt;tua insone inquietação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebo os teus braços nus da luta mais&lt;br /&gt;desigual dos amantes recicláveis. Um&lt;br /&gt;oxímoro da vida anódina e fugaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fala-me da murta e da turfa em epigramas&lt;br /&gt;sem fim. Nos bolbos que te ofereci, apenas&lt;br /&gt;um gerânio no gerúndio redondo do mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deste-me um beijo no lábio leporino e eu&lt;br /&gt;apresentei-te as vertigens do mundo. Corri&lt;br /&gt;o silvado na esperança de rasgar as minhas&lt;br /&gt;vestes suadas de memórias hedonistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tocaste a ocarina com diáfanas melodias do&lt;br /&gt;desejo inebriante. Uma silhueta de espuma&lt;br /&gt;e um carcomido sonho lânguido de prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouve-me:&lt;br /&gt;que a noite perscrute o teu coração e dele faça&lt;br /&gt;nuvens carregadas sem fim, para desaguares&lt;br /&gt;amor sobre mim em torrentes inauditas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-855047310007391261?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/855047310007391261/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=855047310007391261' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/855047310007391261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/855047310007391261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2010/12/torrentes-inauditas.html' title='Torrentes Inauditas'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-86237667718563625</id><published>2010-12-21T03:23:00.004Z</published><updated>2010-12-21T03:50:06.503Z</updated><title type='text'>Há Pessoas com Música Dentro</title><content type='html'>Há pessoas com música dentro de si.&lt;br /&gt;Um rufo interior com melodias de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pessoas que ressoam no seu corpo um&lt;br /&gt;timbre límpido de uma felicidade tonal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre a fruta e o legume, aquela mulher&lt;br /&gt;sussurrava uma melopeia indefinida, mas&lt;br /&gt;certa, no volume e na altura sonora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco sei dos ritmos do silêncio e das&lt;br /&gt;esferas do sonho. Mas aquela música&lt;br /&gt;estava na contradança perfeita do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E perto da mulher em suave maresia na salsugem dos dias,&lt;br /&gt;mulher feérica e sapiente, enigma da erva e orégão aromático&lt;br /&gt;deixei-me ficar, fitando-a no seu frugal abastecimento da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a minha estada naquele mercado, o perfume do&lt;br /&gt;seu rumorejar interior perpassou na minha mente e&lt;br /&gt;levei para o caminho esse breve suave toque de um canto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da viagem, regressado das vagas alterosas da fértil&lt;br /&gt;imagem sentida, deparei-me diante de casa com um saco&lt;br /&gt;cheio de fruta e erva-doce para a combustão dos sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulher da erva, som escandido na primavera dos afectos,&lt;br /&gt;verdura impassível do seu suave canto na lassidão do dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-86237667718563625?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/86237667718563625/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=86237667718563625' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/86237667718563625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/86237667718563625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2010/12/ha-pessoas-com-musica-dentro.html' title='Há Pessoas com Música Dentro'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-5879111852128711927</id><published>2010-12-08T03:11:00.003Z</published><updated>2010-12-08T03:20:19.816Z</updated><title type='text'>Outo no Tempo</title><content type='html'>Placas de zinco a voar. Muros a desabar. Há chuva no inferno dos pobres.&lt;br /&gt;As casas desabrigadas e os postes retorcidos. Devassidão na urze aromática.&lt;br /&gt;Rios a transbordar, mares a inundar as cidades feitas de ruído e demasiados&lt;br /&gt;erros humanos. A falta de inteligência, aliada à gulodice do dinheiro e poder,&lt;br /&gt;matam tudo. Morte lenta ou rápida. A natureza faz sempre bem o serviço.&lt;br /&gt;Mais fácil é rebentar com tudo o que é ínvio que a justiça humana actuar&lt;br /&gt;a tempo. O tempo. O tempo passa e é instável, sol, chuva, vento, frio, calor.&lt;br /&gt;Outono final como a primavera inicial. Sempre exageradas, sempre infiéis&lt;br /&gt;para os que gostam do conservadorismo e da monotonia dos estatutos.&lt;br /&gt;Continua assim, tempo, a mostrares toda a tua força bela e sagacidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-5879111852128711927?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/5879111852128711927/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=5879111852128711927' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/5879111852128711927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/5879111852128711927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2010/12/outo-no-tempo.html' title='Outo no Tempo'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-8463987432753956986</id><published>2010-12-01T01:12:00.001Z</published><updated>2010-12-02T04:02:53.721Z</updated><title type='text'>Mãe-Aniversário</title><content type='html'>No menos certo de mim, eu sei que te servi, mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre fui aquele rapaz que ia à drogaria com a nota de 20 escudos para comprar&lt;br /&gt;a lixívia com que lavavas os alvos lençóis, ou a acetona com que limpavas as unhas&lt;br /&gt;destemperadas de cor. Ou na padaria, quando comprava aqueles papos-secos que&lt;br /&gt;eu tanto gostava. E que cheirinho tinham. E os palmiers que eu comprava com os&lt;br /&gt;5 escudos que o teu pai, o meu avô Peixe me dava. E quando ele me chamava com&lt;br /&gt;a sua voz tonitruante para lanchar lá em baixo as suas torradas com azeite?&lt;br /&gt;Ele com o seu dedo indicador espalhava o azeite pela torrada. E que sabor!&lt;br /&gt;Que bela infância no seio de uma família maluca! Com risos e gritaria, gente doida&lt;br /&gt;a viver na pobreza de uma felicidade inusitada. E agora, estou mais velho, mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje és tu quem celebras o diadema do mar salgado no estrepitar da vida. Mais&lt;br /&gt;um ano de conquistas e derrotas, de vivências e experiências. E eu, sempre a&lt;br /&gt;derivar na paisagem agreste. Sempre a fugir de ti, na esperança de me tornar&lt;br /&gt;mais crescido. E quando eu andei a pedir-te a bicicleta nova? Aquela cromada,&lt;br /&gt;com jantes amarelas, da Confersil? Tão bonita que era. E lá passei de ano e tive-a!&lt;br /&gt;Anos mais tarde arrependi-me de te pedir estas coisas. Que custam caro, a que&lt;br /&gt;ainda não dava valor, porque não sabia ainda o que era ter de gerir a vida e os&lt;br /&gt;dinheiros. E os all-star que te pedi, vermelhos, lindos? Sou tão infiel e absurdo.&lt;br /&gt;Devia ser mais humilde e recatado. Ser menos criativo e certinho. Vestir bem&lt;br /&gt;e fazer a barba. Ser homem e não apenas um sobre vivente. Ter um emprego&lt;br /&gt;mais confiável e estável, como diz o pai. O teatro, essa loucura em que me meti,&lt;br /&gt;como o pai a desaprovou. Sim, como experiência, aventura. Não como vida, sonho,&lt;br /&gt;utopia e dose maciça de loucura. Mas tu mãe, sempre disseste: - deixa-o fazer&lt;br /&gt;o que ele quer! Tu tens essa inteligência que todas as mães têm. Saber respeitar&lt;br /&gt;o espaço e o tempo do filho. Dar-lhe o ar e asas para voar. Mesmo sem o céu azul&lt;br /&gt;da bonança. Ver-me soletrar as sílabas da vida em devaneios sem fim. Auscultar&lt;br /&gt;a minha dúvida num compasso sempre certo e eficaz. Gostar de ti é amparar-me&lt;br /&gt;nos teus braços, nas tuas palavras mesmo que irónicas ou subtis. Mesmo que na&lt;br /&gt;mais despudorada palavra ou chamada de atenção para os atrevimentos do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãe, hoje és ainda mais sábia que toda a faculdade da vida. Mesmo com todas as&lt;br /&gt;minhas leituras, os meus estudos e graduações, és e serás sempre a Mestra de&lt;br /&gt;olho vivo ao percalços da ciência e da razão. A docente mais arreliadoramente&lt;br /&gt;picuinhas e chata. Por isso és mãe e tens de aguentar as diatribes de um filho&lt;br /&gt;sempre rebelde e muitas vezes incapaz de dizer que te amo. Custa tanto amar&lt;br /&gt;e depois passar o resto dos dias a fingir que te odeio, a desvalorizar a tua educação.&lt;br /&gt;Porque um filho tenta sempre matar o pai e a mãe, faz parte do percurso do&lt;br /&gt;pássaro bisnau, sair da asa e dizer que está tudo errado o que nos foi ensinado&lt;br /&gt;e aquilo que vivemos em família. Faz parte; a arrogância do filho é sempre algo&lt;br /&gt;a que uma mãe tem de se sujeitar, mas no fim, no fim mãe, é de ti que preciso.&lt;br /&gt;No dealbar desta história, és tu quem vence e me convence das heresias do filho&lt;br /&gt;em crescimento lento para a tua idade, a da sageza do espírito e a beleza do olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tudo isto, eu sei que vou continuar teu servo e fiel engulho que tens de receber&lt;br /&gt;no teu colo, no teu acalorado braço forte e simplesmente sempre presente.&lt;br /&gt;Sem olhar para trás. No navio de espelhos mais vivo de uma cotovia, a anunciar&lt;br /&gt;o canto da primavera mais branda e serena nos teus olhos. Até já, mãe delicodoce.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-8463987432753956986?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/8463987432753956986/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=8463987432753956986' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/8463987432753956986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/8463987432753956986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2010/12/mae-aniversario.html' title='Mãe-Aniversário'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-3859608201170551866</id><published>2010-11-23T02:13:00.003Z</published><updated>2010-11-23T02:18:15.805Z</updated><title type='text'>O.K. 1982</title><content type='html'>Desta feita, paraste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdeste pela primeira vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficas na dúvida insurrecta entre o voltar a andar&lt;br /&gt;ou parar para sempre, fatalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram anos a andar sem sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, foram percursos consentidos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, o silêncio.&lt;br /&gt;Pausa para respirar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuar a exaustão em viagens da mente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-3859608201170551866?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/3859608201170551866/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=3859608201170551866' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/3859608201170551866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/3859608201170551866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2010/11/desta-feita-paraste.html' title='O.K. 1982'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-8883687828224198372</id><published>2010-11-19T15:31:00.005Z</published><updated>2010-11-19T16:08:01.346Z</updated><title type='text'>Velejando com os Poetas no Horizonte Infinito</title><content type='html'>Tantos dias sem escrever sobre as vicissitudes do mundo. Do mundo poético&lt;br /&gt;assaz estranho e sensível. É um odor na face embriagada do desejo que me&lt;br /&gt;atiro para a frente no dilúvio das palavras. Mas por hoje, a alma enxuta de&lt;br /&gt;imagens na pictórica sensação de abandono. Eram As Mãos e os Frutos, dizia&lt;br /&gt;Eugénio de Andrade, mas Ruy Belo andou por Aquele Grande Rio Eufrates&lt;br /&gt;e eu quis ter comigo Herberto Hélder, nas faldas da sua ilha da Madeira.&lt;br /&gt;Persigo agora Luís Pacheco, com os Mão Morta, por Braga, a Idolátrica. Vou&lt;br /&gt;atrás do Libertino, que passeia pela cidade dos arcebispos, O seu esplendor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora Mário Cesariny, o Virgem-Negra, com Cruzeiro Seixas, a surrealizar&lt;br /&gt;por aí, nas mais perfeitas imagens que pude ver. Depois, Mário Viegas, a&lt;br /&gt;dizê-las, a brincar com todas as palavras que há no mundo. E Al Berto?, que&lt;br /&gt;do seu forte de Sines, nos desnudou a vida inteira naquele Horto de Incêndio.&lt;br /&gt;Mas por  mais que queira velejar acompanhado, é sozinho que me encontro,&lt;br /&gt;no alto-mar da minha imaginação selvagem e impassível, no vagar mais etéreo&lt;br /&gt;que me posso conceder, com lágrimas e suspiros no meu corpo enevoado de&lt;br /&gt;dúvidas e contradições. Deixar-me levar até ao fim do mundo, no horizonte&lt;br /&gt;da poética possível. Vamos em frente, cerrando os dentes na malvasia, ó Capitão!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-8883687828224198372?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/8883687828224198372/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=8883687828224198372' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/8883687828224198372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/8883687828224198372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2010/11/velejando-com-os-poetas-no-horizonte.html' title='Velejando com os Poetas no Horizonte Infinito'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-6735206475321706326</id><published>2010-11-10T04:07:00.002Z</published><updated>2010-11-10T04:24:20.846Z</updated><title type='text'>Estados do Tempo</title><content type='html'>Uma mancha colorida de azul na rua da inocência perdida.&lt;br /&gt;Não posso adiar o sufrágio universal da dúvida insuspeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo fica no limbo mais apócrifo e rigoroso dos dias&lt;br /&gt;Sem ponto final, mas com parágrafos na vida dura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho um sonho contigo, mas ainda não o partilhei.&lt;br /&gt;Não deves querer saber dele, nem de mim, da minha&lt;br /&gt;ansiolítica razão de viver e dos casebres de espanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje quebrei as nozes do desespero. Fito-te no mais&lt;br /&gt;ínfimo segundo de vida, nas parcas vezes em que te&lt;br /&gt;encontro, na madrugada dos espectros e seres sibilantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por enquanto, a bonomia do ar puro e fresco. Depois, a&lt;br /&gt;água gélida e o teu sorriso quente nas noites de anto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria ser breve nas palavras que te digo, mas sou&lt;br /&gt;frágil como a lua e infame como o vento. Soçobro&lt;br /&gt;diante do mar fértil da imaginação que me cedes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tua ausência é como a chuva certa no inverno.&lt;br /&gt;Uma sede caudalosa de te ter nos braços em&lt;br /&gt;elegias sem fim. A espera é a maturidade do fruto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho mais palavras pra te dar, meu amor.&lt;br /&gt;Fica o silêncio da minha reserva intelectual nas&lt;br /&gt;horas em que o porvir é mais breve que a luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sedução em que me encontro, só posso&lt;br /&gt;desejar o escorreito rio que desagua no mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mar da tua pureza plácida e irresistível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-6735206475321706326?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/6735206475321706326/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=6735206475321706326' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/6735206475321706326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/6735206475321706326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2010/11/estados-do-tempo.html' title='Estados do Tempo'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-4866048071418537629</id><published>2010-11-04T03:57:00.002Z</published><updated>2010-11-04T04:29:14.297Z</updated><title type='text'>Síndrome de Estocolmo</title><content type='html'>Foram longos os dias em que ouvi aquele jazz entusiasmante na tua casa.&lt;br /&gt;Fizeste-me teu refém sem direitos nem protecção. Dizias-me simplesmente:&lt;br /&gt;- Ouve e cala-te! Aprende! Isto se queres viver por longo tempo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá fui aguentando e ouvindo essa música que a princípio seria a minha&lt;br /&gt;tortura, mas, lentamente, a música entranha-se no ouvido, depois na&lt;br /&gt;cabeça e sem dar por isso, já estava viciado nos teus sons da improvisação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia disseste-me que podia ir embora daquela casa, mas eu já não&lt;br /&gt;queria. Estava preso à tua melodia, ao teu cárcere. Senti-me atraído&lt;br /&gt;por ti, pelo modo como me prendeste a uma música tão agradável e&lt;br /&gt;que queria conhecer mais minuciosamente. - Coitado, dizias tu.&lt;br /&gt;- Mais um com o Síndrome de Estocolmo! Ficaste apanhadinho&lt;br /&gt;pela tua raptora, que te tem tratado mal!? Que ingénuo me saíste!&lt;br /&gt;E agora sai, vai-te embora de vez! Não me apoquentes mais com&lt;br /&gt;as tuas paixonetas infantis! Senão, irrito-me de vez!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas na sua voz, já havia pouca convicção, sentira-o! Era tempo para&lt;br /&gt;demonstrar de uma vez por todas que aquela música tinha sido a&lt;br /&gt;minha salvação. Embora encarcerado e preso à cadeira, todos os&lt;br /&gt;sentidos fluíram num só sentido. E pude assim pôr todas as ideias&lt;br /&gt;no lugar. - Foste a minha salvação! Só te queria dizer que amo&lt;br /&gt;agora a música que me deste a ouvir. Foste a minha redenção&lt;br /&gt;no meu mundo solitário e sem sentido. Acho que te amo, por&lt;br /&gt;me teres salvo do estertor e da frieza de sentidos. Tenho agora&lt;br /&gt;a nítida ideia de que só te posso amar com fervor e paixão&lt;br /&gt;infinitas. Resgatares-me de um mundo de perdições e confusas&lt;br /&gt;rotas sem valores nem rumos claros. Amo-te como se fosses&lt;br /&gt;feita de uma pureza infinita, como se fosses a primeira voz&lt;br /&gt;a sussurrar o amor em melopeias sem fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, não quero parar de escrever e descrever-te.&lt;br /&gt;Explicar o que é o amor para  mim. Não é dessa mole&lt;br /&gt;de moléculas vazias e infantis como retrataste. É feito&lt;br /&gt;de partilha,  de escutas e comunicações. Do mesmo fio&lt;br /&gt;de respeito que demonstraste, ao refugiares-me aqui.&lt;br /&gt;Não! O que fizeste não foi prender-me, foi libertares-me&lt;br /&gt;do jugo do mundo ímpio e conspurcado. Por isso o teu&lt;br /&gt;amor foi infinito e por isso o meu amor é recíproco e&lt;br /&gt;pleno de vitalidade. Agora, quero alimentá-lo todos&lt;br /&gt;os dias como tu o fizeste, com o jazz que me deste a&lt;br /&gt;ouvir naquela sala grande e agora agradável, com&lt;br /&gt;vista sobre a cidade e o teu rosto de sonho. Amo-te&lt;br /&gt;mais do que a vida! Podes matar-me quando quiseres!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-4866048071418537629?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/4866048071418537629/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=4866048071418537629' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/4866048071418537629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/4866048071418537629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2010/11/sindrome-de-estocolmo.html' title='Síndrome de Estocolmo'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-8717685528101822839</id><published>2010-10-25T23:50:00.001+01:00</published><updated>2010-10-26T01:34:18.672+01:00</updated><title type='text'>Verde Gaio</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_kAJi95If8Kk/TMYhnGn_6xI/AAAAAAAAAdM/wlruvPgAsgc/s1600/Caramulo+2010+120.JPG"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 112px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_kAJi95If8Kk/TMYhnGn_6xI/AAAAAAAAAdM/wlruvPgAsgc/s200/Caramulo+2010+120.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532146147948227346" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Dou por mim a ouvir o Verde Gaio da Guistolinha. Chego a casa estafado&lt;br /&gt;de tanto correr em vão e acreditar que é possível mudar o mundo. Mas&lt;br /&gt;com esta melodia suave, abrando o ritmo do mar. Permito-me agora ter&lt;br /&gt;tempo para ler as notícias do dia e depois, um longo livro que ando para&lt;br /&gt;ler há anos. Entretanto, o corpo também pede alimento, que o intelecto&lt;br /&gt;cansa-se de tanto porvir. Neste pedaço de chão em que me encontro, fito&lt;br /&gt;o cheio luar num silêncio entusiasmante. Naquele violino em pranto, as&lt;br /&gt;palmas dos fãs acalmam-se e apreciam a paisagem dolente da melancolia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois os saltos, a explosão dos afectos e dos sorrisos, o acordeão a gingar&lt;br /&gt;no ar e no crepúsculo da vida. Sob as luzes e as músicas feéricas, a paz, um&lt;br /&gt;outro ritmo por encontrar. Só posso deixar-me enlevar pela suavidade de&lt;br /&gt;um canto na casuística noite das palavras rebuscadas no dicionário mais&lt;br /&gt;poeirento cá de casa. Felizmente que só se ouvem os instrumentos mais&lt;br /&gt;diáfanos e sem vozes, posso concentrar-me na poesia do olhar e nos&lt;br /&gt;murmúrios do vento Suão. Transcrever o texto das horas breves em que&lt;br /&gt;afundado no solstício do mar, naveguei nos horizontes da mais bela solidão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-8717685528101822839?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/8717685528101822839/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=8717685528101822839' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/8717685528101822839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/8717685528101822839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2010/10/verde-gaio.html' title='Verde Gaio'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kAJi95If8Kk/TMYhnGn_6xI/AAAAAAAAAdM/wlruvPgAsgc/s72-c/Caramulo+2010+120.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-377084547317436823</id><published>2010-10-08T01:33:00.003+01:00</published><updated>2010-10-08T02:02:05.611+01:00</updated><title type='text'>Quisera eu...</title><content type='html'>Quisera eu ter a sabedoria dos homens de antanho.&lt;br /&gt;Não passo do vulgo e raso chão daninho da vida.&lt;br /&gt;Quisera eu ser a palavra sincera e humana.&lt;br /&gt;Não sou mais que o silêncio da mentira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho a sorte de olhar para uma sensibilidade anciã e amada.&lt;br /&gt;São carinhos que afagam a minha solidão desabrigada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quisera eu ser uma pedra e poder ser durável.&lt;br /&gt;Quisera eu o mais puro e feliz dos amores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não mereço mais que a nuvem carregada sobre mim.&lt;br /&gt;A chuva demorada e quente nos meus olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebido no regaço de um novo lar, silêncio bom em mim.&lt;br /&gt;O acordar em surdina da paisagem feita contemplação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No verde mar do teu horizonte, a baía dos prodígios.&lt;br /&gt;Na neblina em que me encontro, o cabo das tormentas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quisera eu o melhor dos mundos, para ti.&lt;br /&gt;Uma palavra doce, para misturar com o teu chá de tília.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na quimera do ouro dos corações apaixonados,&lt;br /&gt;uma quimera de prata na sala de jantar dos amantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficas com a medalha de bronze deste sofisma da memória.&lt;br /&gt;Eu, com a de latão da mais velha e pobre sucata abandonada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-377084547317436823?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/377084547317436823/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=377084547317436823' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/377084547317436823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/377084547317436823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2010/10/quisera-eu.html' title='Quisera eu...'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-5485579827798557863</id><published>2010-09-23T18:30:00.003+01:00</published><updated>2010-09-23T18:55:29.262+01:00</updated><title type='text'>Riscar o que (não) Interessa</title><content type='html'>Exaustão em demasia. Letargia do silêncio, corpos em matéria condensável.&lt;br /&gt;O aporte sincrético do libidinoso cais da ancoragem dos sonhos. Linguagem&lt;br /&gt;que confunde as estrelas e as luas novas. Guerras e inquietações no soslaio&lt;br /&gt;da manhã amante dos búzios. As perguntas que não me fazes são a insónia&lt;br /&gt;do caminho alcandorado na paixão alucinada. Sou um contumaz exegeta da&lt;br /&gt;beatitude mais execrável dos sentidos. Mordo a asfixia lúbrica no pranto em&lt;br /&gt;que te encontras. Afago a tua voz num perpétuo beijo arguto e melodioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora ris da tua angústia quebrada no gelo da esteira embriagada e capciosa.&lt;br /&gt;Tantos sinónimos em dicionários sem fim. Vou alinhá-los na soleira da tua&lt;br /&gt;porta de ébano maciço, essa casa dos perpétuos movimentos expressionistas.&lt;br /&gt;No chão de veludo, os berlindes e as fotos das chuvas de aluvião. Matéria&lt;br /&gt;sacra nos rizomas dos particípios do passado. Entre o som e a fúria, a tua&lt;br /&gt;sagaz e metonímica assumpção à esfera dos idílicos píncaros da felicidade.&lt;br /&gt;Só me resta riscar a traço grosso o giz nas ruas em palavras de amor sem fim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-5485579827798557863?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/5485579827798557863/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=5485579827798557863' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/5485579827798557863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/5485579827798557863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2010/09/riscar-o-que-nao-interessa.html' title='Riscar o que (não) Interessa'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-4255324317322159719</id><published>2010-09-20T22:14:00.002+01:00</published><updated>2010-09-24T22:17:07.279+01:00</updated><title type='text'>Flor Carnívora</title><content type='html'>E na estação dos carvalhos chovendo ouriços, há uma estrada para o teu  horizonte, agora frio e desnudo, depois do verão dos abraços e utopias.  Despediste-te de mim com um suave beijo na espuma das horas eufóricas e  temperamentais. Mas não v&lt;span class="text_exposed_hide"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;span class="text_exposed_show"&gt;ou,  não saio daqui enquanto não encontrar a esperança insone dos percursos  da imaginação. Uso o teu cabelo como poema na eira dos lobos mais  reservados da serra. Só desfaço o teu olhar no prumo dos graníticos cais  das melopeias sem fim. Termino a serena aragem dos sonhadores da vida  em abraços arrepiados de frio e temor. Qual flor carnívora, cai um  silabário de emoções na tua boca prenhe de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-4255324317322159719?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/4255324317322159719/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=4255324317322159719' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/4255324317322159719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/4255324317322159719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2010/09/flor-carnivora_20.html' title='Flor Carnívora'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-8556636850178904791</id><published>2010-09-19T00:21:00.012+01:00</published><updated>2010-09-19T02:53:17.762+01:00</updated><title type='text'>Sem Perdão</title><content type='html'>Perdi o controlo. Na escada mais íngreme da loucura deixei-me arrastar rumo ao&lt;br /&gt;finito campo onde o solo é a minha morada. Desci à terra dos errantes e dos fiéis&lt;br /&gt;funâmbulos da pequenez. Estatelei-me ao comprido na sageza dos actos simples.&lt;br /&gt;Errei e claudico nas ruas amargurantes sem ti, lua feérica. Perambulo sem sentido&lt;br /&gt;enquanto não tiver esperança no olhar. Da demência das palavras gordas de luz&lt;br /&gt;e euforia, fica-me a latejar a abundância de estultícia no meu rosto pejado de fealdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falhei em toda a linha do horizonte. Sem retorno esta vida dos silêncios. A casa ficou&lt;br /&gt;abafada de tanta energia gasta na minha mediocridade. O mundo da provocação é tão&lt;br /&gt;cruel e vingativo. Acabo sempre por sucumbir e ficar preso nas suas armadilhas mais&lt;br /&gt;banais. Falta-me o tino e o tacto para acordar de vez da letargia da infâmia que me&lt;br /&gt;corrompe os sentidos mais secretos. Há tanto amor para dar, mas o que se solta é&lt;br /&gt;sempre o oposto, numa inverosímil e farsante vida. É neste paradoxo que caminho&lt;br /&gt;para o topo das escadas, mas acabo invariavelmente e sem glória por cair de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quando a aprendizagem e o crescimento? Para quando a morte ou o castigo&lt;br /&gt;divino, para desaparecer toda a maldade do mundo? Por agora, olhos férteis de&lt;br /&gt;lágrimas e suspiros, inquieta alma no sopé dos afectos, corpo em carne viva no&lt;br /&gt;monte mais desabrigado e solitário possível, esconjuro à minha alma adoentada e&lt;br /&gt;em esboroar contínuo para o pó do esquecimento. Da vida feliz e sossegada não reza&lt;br /&gt;esta história, feita de um ingénuo e tonto canto à chuva na fraga mais escura e&lt;br /&gt;plúmbea possível, prisão em surdina dos  seres que habitam no mais frágil de mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-8556636850178904791?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/8556636850178904791/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=8556636850178904791' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/8556636850178904791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/8556636850178904791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2010/09/sem-perdao.html' title='Sem Perdão'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-8658416318643759322</id><published>2010-09-09T01:39:00.003+01:00</published><updated>2010-09-09T02:03:40.701+01:00</updated><title type='text'>Percursos ConSentidos</title><content type='html'>O olhar em surdina. Cacos e berlindes na efígie ancestral do mausoléu sagrado.&lt;br /&gt;Na civitas, uma figura intrépida. Sempre a observar-nos, nos nossos denodados&lt;br /&gt;passos. Apesar do frio e da fome, calcorreámos essas ruínas abandonadas.&lt;br /&gt;Sem medo, cirandámos pela bolina da noite. Nesse mar de apertos e de fugas,&lt;br /&gt;uma árvore, no fojo dos amantes. Encontramos o trilho da vida e seguimos viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O canto de um cisne em redor dos silvos lancinantes de uma víbora do campo.&lt;br /&gt;Fugir dali a toda a brida, de mãos dadas e com os sentidos bem alerta. Agora&lt;br /&gt;o medo estava em nós. Depois de muito corrermos, chegámos à beira de um lago.&lt;br /&gt;Pausa para refrescar e acalmar de tanta adrenalina gasta. Sorver a água do mundo,&lt;br /&gt;falar e rir das aventuras, quais príncipes encantados. Uma bifurcação para avançar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tactear por entre as pedras no crepúsculo. Ouvir os nossos passos por entre a calçada&lt;br /&gt;romana. Sorver umas bagas pelo caminho do futuro. Amar e beijar nos entreactos.&lt;br /&gt;Sem mais temores, a conversa afável, a lua cheia de esperança no teu olhar. E os&lt;br /&gt;odores das ervas aromáticas, dos nossos corpos, com o apoio da beneplácita natura.&lt;br /&gt;Sabemos ambos que agora o caminho faz-se caminhando. Não olhámos mais para trás!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-8658416318643759322?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/8658416318643759322/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=8658416318643759322' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/8658416318643759322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/8658416318643759322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2010/09/percursos-consentidos.html' title='Percursos ConSentidos'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-5204834661032576381</id><published>2010-09-05T23:26:00.002+01:00</published><updated>2010-09-05T23:39:11.726+01:00</updated><title type='text'>Doce Mar</title><content type='html'>Dançar no silêncio da noite. Musa obscura e secreta, que com o vagar das horas&lt;br /&gt;solta a bonomia do olhar.  Pulas e deitas-te na caruma dos corpos consagrados,&lt;br /&gt;malha translúcida sob o luar inerme. O canto que ecoas pelo vale fala das eiras&lt;br /&gt;e dos pássaros. No frémito da exaustão, corres louca pela sala de espelhos que&lt;br /&gt;te mira pela primeira vez. No raiar dos salubres corpos, há árvores que vos&lt;br /&gt;encontram e ambos bailam pela última vez uma mazurca bem aconchegada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vento do Sul trouxe chuva aos animais e aos pastos em derredor, lamacento&lt;br /&gt;cheiro suave do teu rosto, carcomidas pedras no caminho dos deuses terrenos,&lt;br /&gt;saias rodadas no acre do denso nevoeiro nas cabeças dos mortais. Por agora,&lt;br /&gt;um trago suave de um beijo e um tilintar de copos na margem das dúvidas.&lt;br /&gt;Socorro-me dos mapas e das páginas gastas dos jornais do passado. Neles,&lt;br /&gt;guardo as castanhas assadas no lume dos afectos e ofereço-tas a ti, mar doce.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-5204834661032576381?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/5204834661032576381/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=5204834661032576381' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/5204834661032576381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/5204834661032576381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2010/09/doce-mar.html' title='Doce Mar'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-4529166866367524120</id><published>2010-09-01T23:50:00.000+01:00</published><updated>2010-09-02T01:26:39.447+01:00</updated><title type='text'>Físico-Química dos Sentidos</title><content type='html'>Limite zero na bonomia dos dias. Têmpera dura e fugaz na diametral lógica do mundo.&lt;br /&gt;Arritmias na evasão melíflua dos amores. Copiosa chuva a sete chaves guardada.&lt;br /&gt;Ritmos na sageza do luar insone. Cândida a tua mão no livro aberto da saudade.&lt;br /&gt;Antídoto eficaz do veneno circunspecto. Treme a terra em suspiros magnéticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na química dos materiais orgânicos, há ainda muitas experiências por realizar.&lt;br /&gt;Da Física quântica, apenas sei dos sinais e das probabilidades da fusão cinética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Música para os teus ouvidos de tísica, velho andrajoso e de cútis servil.&lt;br /&gt;Em uníssono, uma valsa dos sentidos, cravos e violinos em demanda azul.&lt;br /&gt;Transístores em polifonias do silêncio, as pilhas para gastar em energia sem fim.&lt;br /&gt;Altifalantes no palco em estádios de memória sináptica, chamam por ti, faladora do ar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-4529166866367524120?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/4529166866367524120/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=4529166866367524120' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/4529166866367524120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/4529166866367524120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2010/09/fisico-quimica-dos-sentidos.html' title='Físico-Química dos Sentidos'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-2589518456176214078</id><published>2010-08-24T20:21:00.003+01:00</published><updated>2010-08-24T20:41:45.233+01:00</updated><title type='text'>Artigos Indefinidos</title><content type='html'>Uma casa, uma fuga.&lt;br /&gt;Um refúgio na orla da noite.&lt;br /&gt;Estrepitoso dia do láudano.&lt;br /&gt;Um esquilo trepa a árvore.&lt;br /&gt;Um vinho das geografias da paixão.&lt;br /&gt;Conexão axial do murmúrio.&lt;br /&gt;Um estilete na diáfana profusão do teu olhar.&lt;br /&gt;Uma equação infinita e o canto de um cisne.&lt;br /&gt;Embaraço na fria noite do regresso.&lt;br /&gt;Uma vida, uma partida.&lt;br /&gt;Uma escolha para a eternidade.&lt;br /&gt;Conversas no lusco-fusco da memória.&lt;br /&gt;Um dois três dos desejos cardinais.&lt;br /&gt;Uma primeira vez no amor ordinal.&lt;br /&gt;Angústia no jantar da inquietação.&lt;br /&gt;Uns e umas vivem na indiferença do amor.&lt;br /&gt;Outros e outras rendem-se à sevícia da loucura.&lt;br /&gt;Consumo-me em palavras prenhes de solidão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-2589518456176214078?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/2589518456176214078/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=2589518456176214078' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/2589518456176214078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/2589518456176214078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2010/08/artigos-indefinidos.html' title='Artigos Indefinidos'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-1935065215776897806</id><published>2010-08-12T00:25:00.004+01:00</published><updated>2010-08-12T00:47:05.521+01:00</updated><title type='text'>Chamas da Memória</title><content type='html'>E agora, que tudo começou? Em que faldas me remeto para a convulsão dos sentidos!&lt;br /&gt;Sinto a pele a queimar e a estiolar-se nas cinzas dos exegetas do silêncio. Sofro na&lt;br /&gt;mais nebulosa inexactidão dos olhares e dos cânticos ao luar. A labareda insone&lt;br /&gt;percorre o meu limbo prenhe de lágrimas na raiva em que me encontras. Dás-me&lt;br /&gt;a mão e percorremos o sopé da serra em demanda pela paz. Tal como aqueles&lt;br /&gt;soldados, extenuados e inalando horas de mãos criminosas. Um horror de ser&lt;br /&gt;humano, para abafar o sentimento do amor pelo mais verde pulmão que abraço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por fim, que palavras tenho para te dizer? A minha vergonha esconde toda a&lt;br /&gt;erudição das palavras inauditas que apenas consigo sussurar. Há um sopro de vida&lt;br /&gt;que ainda resta em ti, voa em direcção às estrelas e chama as nuvens para o mais&lt;br /&gt;solene extinguir de fogos-fátuos da memória. O dia em que o teu sorriso abriu as&lt;br /&gt;portas da capela mais isolada da Serra. Lá, depois de nacaradas as flores mais&lt;br /&gt;silvestres, aprendeste a medir a altitude em que te encontras. Desces, sem pressa,&lt;br /&gt;depois da tormenta inflamável que vivemos e abraças um canto dulcíssimo no meu olhar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-1935065215776897806?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/1935065215776897806/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=1935065215776897806' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/1935065215776897806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/1935065215776897806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2010/08/chamas-da-memoria.html' title='Chamas da Memória'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-850049759136492634</id><published>2010-07-19T16:43:00.004+01:00</published><updated>2010-07-19T22:33:10.699+01:00</updated><title type='text'>Manifesto 500</title><content type='html'>Hoje, é dia de fúria e sonho. Não me apetece mascarar a dúvida em contradanças sem fim.&lt;br /&gt;Nestas horas, é tempo de por no papel em branco a verdade e a carícia, a humildade, sem&lt;br /&gt;doses embriagadas de risos. O mundo da sensibilidade é difícil e minoritário. Não é possível&lt;br /&gt;ser-se diferente nesta dose maciça de indiferença e em que tudo é espectáculo. Faço do&lt;br /&gt;espectáculo a minha vida e a minha sorte, rumo sinuoso e pouco acariciador. Talvez possa&lt;br /&gt;haver ainda uma réstia de esperança nalgumas ilhas solitárias, talvez. Por isso esta paixão&lt;br /&gt;assolapada por quem vale a pena, por quem apesar de tudo, está próximo de nós na emoção&lt;br /&gt;de partilhar sonhos e inquietações. Por essa razão, amo alguns artistas portugueses, que fazem&lt;br /&gt;da persistência, humildade e muito amor o seu percurso. Feito de arranhões, feridas e&lt;br /&gt;dificuldades. Por isso a música que mais compro é a nossa, por isso os autores que mais leio&lt;br /&gt;são os nacionais, por isso os dramaturgos que devemos ler e ver no teatro devem ser os nossos.&lt;br /&gt;Sempre acompanhados dos outros, claro, os da estranja, como diria Samuel Beckett, mas numa&lt;br /&gt;relação saudável. Há tantas pessoas que só consomem, vêem, lêem coisas estrangeiras! É de&lt;br /&gt;doidos, para mim. É a aculturação pura e dura, sem pedir licença. E a nossa inteligência,&lt;br /&gt;onde ficou? No armário dos monstros da nossa pequenez e subserviência intelectual?&lt;br /&gt;Não, não devemos ir por aí! Eu não vou seguramente por aí. Sem ser demasiado conservador&lt;br /&gt;ou possessivo com as nossas origens autorais. Mas eles andam aí, muitas vezes esquecidos,&lt;br /&gt;desconhecidos, por desbravar no meio da névoa colectiva. Não espero o Dom Sebastião, nem&lt;br /&gt;quero que os Portugueses sejam aquilo que mais detesto: um país gerúndio, onde tudo vai&lt;br /&gt;andando e cá nos vamos arranjando, entre um verão que promove a boçalidade e um&lt;br /&gt;inverno dos mais frios e sem condições mínimas de qualidade de vida. Fora os condomínios&lt;br /&gt;que de tão privados, se privam do comunitarismo e logo, promovem o individualismo em&lt;br /&gt;elevadas doses glicémicas. Uma diabetes que alastra no país do brandos saberes! Quase&lt;br /&gt;nada se faz com qualidade, tudo é para turista ver, em Inglês técnico-pedagógico, nas&lt;br /&gt;areias do deserto da nossa vida pobre, culturalmente falando. Tudo o resto é oásis, na&lt;br /&gt;mais falível bonomia do viver passivo. Não, vou resistir a olhar para o outro, para o lado&lt;br /&gt;direito, de uma Europa que nos chama. Vou aguentar e gritar nas ruas: amem o que é&lt;br /&gt;nosso, tenham orgulho no que temos de melhor. Faltam elites de qualidade, já diziam os&lt;br /&gt;escritores no Século XIX. Eu não digo nada, escrevendo muito. Talvez seja o espalhafato&lt;br /&gt;demasiado verborreico e inconsequente, talvez seja da idade ainda verde, talvez porque&lt;br /&gt;não tenho nada a perder, porque o ganho é para a massa ululante um carro de topo, uma&lt;br /&gt;casa de sonho e uma conta bancária de luxo. Para mim, isso é lixo que faz encolher algumas&lt;br /&gt;mentes mais dadas ao desvario. Eu fico-me pelo rio, por esta paisagem de sonho, que me&lt;br /&gt;faz deambular por estes pensamentos ignaros e infantis. Apenas quero que abram a mente&lt;br /&gt;e o corpo para o que é nosso. Uma localidade única, uns gestos só nossos, uma música que&lt;br /&gt;é ouro em bruto, por explorar, as gentes sensíveis, verdadeiras, não conspurcadas, que&lt;br /&gt;felizmente ainda deambulam em busca do seu crescimento e dos outros. Vivam os nossos&lt;br /&gt;artistas, fazedores de utopias e mundos por inventar. Um bem-haja a todos os sonhadores!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-850049759136492634?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/850049759136492634/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=850049759136492634' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/850049759136492634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/850049759136492634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2010/07/manifesto-500.html' title='Manifesto 500'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-1014878137062066449</id><published>2010-07-18T23:51:00.003+01:00</published><updated>2010-07-19T00:05:19.815+01:00</updated><title type='text'>Tinhas na Mão uma Viola Braguesa</title><content type='html'>Tinhas na mão uma viola braguesa. Tocavas melodias do inferno em síncopes&lt;br /&gt;assimétricas e sensuais. Da tradição não reza a história, dizias na melopeia&lt;br /&gt;dos amores por construir. Em surdina, um trompete na diáfana languidez&lt;br /&gt;do intermezzo. Da tua boca saíam esconjuros e cantigas de maldizer, carne&lt;br /&gt;a arder nas profundezas salgadas da tua alma capciosa. Sobra muito tempo&lt;br /&gt;para gritar os refrões de liberdade em ruas cheias de tráfico e sujidade. Na&lt;br /&gt;urbana solidão dos sensíveis, há pessoas banais em barda, hordas de cabeças&lt;br /&gt;boçais na tua letra mais inquieta dos últimos compassos. A música que&lt;br /&gt;fazes é revolta irónica servida em doses suaves com duas pedras de gelo.&lt;br /&gt;Enquanto outros continuarem a importar gestos, sons, produtos e a&lt;br /&gt;normalização em massa, tu vais pegar com a tua forte mão na viola braguesa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-1014878137062066449?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/1014878137062066449/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=1014878137062066449' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/1014878137062066449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/1014878137062066449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2010/07/tinhas-na-mao-uma-viola-braguesa.html' title='Tinhas na Mão uma Viola Braguesa'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-5922246551462133182</id><published>2010-07-09T22:31:00.003+01:00</published><updated>2010-07-09T22:41:58.577+01:00</updated><title type='text'>Canso-me!</title><content type='html'>Escrever cansa! Que maçada este feito de dar imagens e sonhos. Mostrar misérias&lt;br /&gt;e enganos. Escalpelizar a dúvida, rasgar o horizonte, perder-me na nuvem anafada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como me cansa esta escrita! Estou farto dos solilóquios e das paisagens, dos idealismos&lt;br /&gt;e das conquistas. Mas essas são somente as derrotas do percurso diário. Uma saga triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que chatice essa canseira e o calor. O fedor nauseabundo dos homens e dos cães. Quero&lt;br /&gt;uma cabana adormecida no mar que me leve para bem longe. Da terra e do espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nadar cansa-me! Só para não morrer afogado hoje é que me arranho nas rochas.&lt;br /&gt;Fica para depois essa morte certeira e insofismável. Derreto os minutos na areia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cansado vou nesta jornada de mim. Cansa-me o vício e a virtude, cansa-me a Terra&lt;br /&gt;e o amor, o ódio e o esplendor. Cansam-me tanto as pessoas quando me canso de mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-5922246551462133182?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/5922246551462133182/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=5922246551462133182' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/5922246551462133182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/5922246551462133182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2010/07/canso-me.html' title='Canso-me!'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-2311250169534904220</id><published>2010-07-07T00:22:00.004+01:00</published><updated>2010-07-07T00:49:40.067+01:00</updated><title type='text'>Escrita Automática</title><content type='html'>Sobranceira a canseira. Na tijoleira dos afectos, um lume aceso na paisagem. Na margem&lt;br /&gt;acintosa, a flor cheirosa. Medusa, aranha ambulante e o tonitruante carro na deriva&lt;br /&gt;sentimental. Na marginal dos trajectos, a alfarroba. Alfa e Beta-Caroteno do desejo.&lt;br /&gt;Príncipes e fadas, fraldas e tralhas. Encontrei um acaso no ocaso da tua vida. Agora, colora&lt;br /&gt;a fronte da saudade em pálidas inquietações. Os sões e as sezões, nos verões occipitais e andrajosos. Por causa da bonomia insondável das marés, as oliveiras partem-se em cacos e&lt;br /&gt;na estrada dos amantes há florestas virgens por desbravar. Percorro agora o silêncio feérico e transmutado em árvore derrubada e queimada. Um pássaro bisnau que grita au! au! No pau&lt;br /&gt;da bandeira sedosa, há corpos em demandas insondáveis. São inevitáveis os olhares e as fugas. Na conquista da pista, risca a preciosa e gulosa anisada carregada de calhaus e erva-moira. És uma toira que loira a fogosa juventude. Parcas fontes nas frontes enviesadas da dúvida. Na metódica aparência dos gérmenes e dos sais tudo é mais perfeito na salsugem das covas e das ovas em flor. Na primavera de destroços que é a carne, há pútridas armadilhas no convés da neblina ausente. Pois se agora sou um louco ensimesmado, fico entusiasmado com a orgia de  nenúfares e polinizações acorrentadas na perfídia do mar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-2311250169534904220?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/2311250169534904220/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=2311250169534904220' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/2311250169534904220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/2311250169534904220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2010/07/escrita-automatica.html' title='Escrita Automática'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-1265374105439408869</id><published>2010-06-20T23:28:00.006+01:00</published><updated>2010-06-20T23:52:54.509+01:00</updated><title type='text'>Par'ti, Saramago.</title><content type='html'>Estou de luto. A rocha sólida onde te agarravas, cedeu&lt;br /&gt;e por ora, uma raiz nua e tombada, um rábano-silvestre coeso.&lt;br /&gt;Essa planta, Saramago de seu nome, espraia-se por&lt;br /&gt;esse país fora, entre pétalas e sílabas acariciadoras,&lt;br /&gt;preces sem fé nem lei do mais forte. Apenas ecos,&lt;br /&gt;rumores de uma madrugada quente e lânguida, rios&lt;br /&gt;sem foz onde espraiar a inclemência da pontuação.&lt;br /&gt;Tudo segundo o Evangelho, em que Jesus Cristo é&lt;br /&gt;o senhor de Todos os Nomes. Por ora, todos os&lt;br /&gt;seres serão Levantados do Chão dos infernos&lt;br /&gt;temerários e conspurcados pelo dislate da&lt;br /&gt;acefalia Romana-Católica e Apostólica. Numa&lt;br /&gt;terra seca e agreste, não há deuses que resistam&lt;br /&gt;à profusão de seca, suor, sangue e lágrimas de&lt;br /&gt;uma vida feita acre, pó e solidão. O Alentejo não&lt;br /&gt;é para todos e o Ribatejo é feito para todas as&lt;br /&gt;plantas brandas e silvestres que crescem nas&lt;br /&gt;Azinhagas destas margens da vida. Quero uma&lt;br /&gt;Jangada de Pedra em forma de Península Ibérica&lt;br /&gt;para abraçar a dor de partires sem mim. Até Breve!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-1265374105439408869?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/1265374105439408869/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=1265374105439408869' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/1265374105439408869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/1265374105439408869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2010/06/parti-saramago.html' title='Par&apos;ti, Saramago.'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-5695918224431552507</id><published>2010-06-18T00:27:00.004+01:00</published><updated>2010-06-18T00:35:39.705+01:00</updated><title type='text'>Este Cansaço que me Alumia</title><content type='html'>Este cansaço que me alumia é o facho atónito das horas em que quero viver.&lt;br /&gt;Depois, na rota dos navegantes, há solstícios e partidas, escorbuto e diarreia.&lt;br /&gt;Por isso nado à tona, no ensejo de te ver. Foco o teu corpo desabrigado na&lt;br /&gt;enseada dos sonhos e naufrago na rocha da solitária esperança dos amantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa sageza que de mãos abertas me mostras é um oceanário de eflúvios&lt;br /&gt;e marés de perspicácia. Tenho algas nos pés e um corpo exangue por decompor.&lt;br /&gt;Cresço na falésia mais remota da baía ancorada na memória, pérola aberta&lt;br /&gt;na orla dos sonhos. Fecho a gaveta e durmo na insone perfídia do tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-5695918224431552507?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/5695918224431552507/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=5695918224431552507' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/5695918224431552507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/5695918224431552507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2010/06/este-cansaco-que-me-alumia.html' title='Este Cansaço que me Alumia'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-4223942991690635318</id><published>2010-06-12T16:30:00.002+01:00</published><updated>2010-06-12T16:47:19.084+01:00</updated><title type='text'>Perdedor Sexual</title><content type='html'>Sou um perdedor sexual. Perco-me em redor da dor dos sexos anestesiados.&lt;br /&gt;Na ambígua anamnese da ocasião libidinosa, há socalcos e magias na lucerna&lt;br /&gt;acesa da noite. Cacos e filamentos de tungsténio nos cactos Mexicanos. A luz&lt;br /&gt;é um globo terrestre que apieda-se do sol para a reprodução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou um perdador sexual. Perco a dor no acto voluptuoso da fuligem efémera.&lt;br /&gt;Um chá no deserto das ocarinas tranlúcidas. A perpétua-das-areias como&lt;br /&gt;musa exaladora dos arfares olorosos. Cidades azuis, olhos-de-água verdes&lt;br /&gt;no calcário de Marrocos. A sombra é um açúcar mascavado na saliva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou um percursor sexual. Percorro as rotas da imagética dos corpos lacerados.&lt;br /&gt;No sofisma apócrifo que vos escrevo, talho na rasura dos dias a inspiração velada&lt;br /&gt;da memória. Rotas e sabores na salada feita por Alexandre da Macedónia.&lt;br /&gt;O Grande, na criação umbilical da dor mais profunda dos sentidos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-4223942991690635318?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/4223942991690635318/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=4223942991690635318' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/4223942991690635318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/4223942991690635318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2010/06/perdedor-sexual.html' title='Perdedor Sexual'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-6877493746149938945</id><published>2010-06-06T23:36:00.002+01:00</published><updated>2010-06-06T23:54:28.122+01:00</updated><title type='text'>Anjo Branco</title><content type='html'>Um simples desenho. Uma face carcomida de dor. Os olhos sibilantes da noite.&lt;br /&gt;Nada disto parece fácil, mas basta juntar as peças e resumir o girar do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sala de trabalho, um tufo negro de sapiência e serenidade. Há anjos na terra&lt;br /&gt;das grandes gôndolas verde-mar. No céu branco dos silêncios, um sorriso jaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corroo a roda dentada do presente, macero o açúcar na sala dos espelhos côncavos&lt;br /&gt;e digiro a solidão em sombras anquilosantes. Começa a leitura a ficar difícil. É hora&lt;br /&gt;de por travão às escutas e às esperas. Queria uma rota mais fácil para escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se começou com as mãos, não tem de findar na audácia das palavras. Na ternura&lt;br /&gt;de um gesto, há personagens a criar com bocas de infindáveis formas e expressões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora sim, a palavra certa: expressar a intenção delicodoce dos sonhos, das marés.&lt;br /&gt;Foi um anjo branco quem me pediu para embarcar na viagem mais quente dos sentidos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-6877493746149938945?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/6877493746149938945/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=6877493746149938945' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/6877493746149938945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/6877493746149938945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2010/06/anjo-branco.html' title='Anjo Branco'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-1355744950945578066</id><published>2010-06-04T21:52:00.002+01:00</published><updated>2010-06-04T22:10:12.451+01:00</updated><title type='text'>Dor Oxigenada</title><content type='html'>Hoje dói-me a dolente enseada dos sonhos na curva lombar dos sorrisos.&lt;br /&gt;A imanência dos sonhos é revelada na folha perene da saudade. O ocaso&lt;br /&gt;anuncia o términus de maturação das amoras silvestres, rios de desejo,&lt;br /&gt;esfera nacarada dos olhares transviados, sumo a escorrer-te pelas maçãs&lt;br /&gt;do rosto seráfico. Na barragem que conduzia as águas ao pomar, muitas&lt;br /&gt;levadas transcreviam a erosão do solo argiloso da tua morada. Depois,&lt;br /&gt;regavas abundantemente a figueira dócil e majestosa, qual Imperatriz&lt;br /&gt;Japonesa. Nos origamis da tua vida, há pedaços de avião espalhados&lt;br /&gt;na cinza dos dias inquietos, metamorfoses e borboletas a pairar sobre&lt;br /&gt;o barrocal olorante. Nesta dor de vertigem em que te vi, cruzei as&lt;br /&gt;maleitas em sinapses inigualáveis, despertares sensuais em planícies&lt;br /&gt;sem fim e um turbilhão vindo dessa levada de amor e fúria, redemoinho&lt;br /&gt;incessante nos corpos frágeis dos arbustos sazonais em demanda&lt;br /&gt;universal. As catarses nas cascatas do inferno são morticínios em surdina&lt;br /&gt;no amplexo circunstancial das horas do porvir em borbulhares sem fim.&lt;br /&gt;Por fim, a dor oxigenada nas cefaleias dos invisíveis prazeres circulares.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-1355744950945578066?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/1355744950945578066/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=1355744950945578066' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/1355744950945578066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/1355744950945578066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2010/06/dor-oxigenada.html' title='Dor Oxigenada'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-2995926390042411123</id><published>2010-05-31T02:14:00.004+01:00</published><updated>2010-05-31T02:45:36.693+01:00</updated><title type='text'>Geografias da Memória</title><content type='html'>Na latitude do desejo, o cabo do mundo. No medo das falésias por desbravar, o precipício&lt;br /&gt;inodoro e cru. Na apneia dos mergulhos inquietos, socorres-te das braçadas no infinito.&lt;br /&gt;Um ror de gente no lido de Faro! E um farol no tômbolo de Peniche. Dizem que é Ria, mas&lt;br /&gt;eu aprendi que havia uma laguna em Aveiro. Não se ria menina, da minha inquietação pelo&lt;br /&gt;desconhecido. Voltando à Formosa, essa toalha espraiada no Sotavento, descubro búzios de&lt;br /&gt;ecos longínquos. Podem ter vindo de Cós, como a Sophia os trouxe sempre até nós, dessa&lt;br /&gt;ancestral e luminosa Grécia solar. Retomo a bússula da imaginação, calcorreando agora as&lt;br /&gt;serranias mais inusitadas. Espinhaço de Cão é um bonito nome para segredar ao ouvido o&lt;br /&gt;meu amor por ti, paisagem agreste e ventosa da dúvida. No Caldeirão, agarro-me a um&lt;br /&gt;sobreiro prenhe de cortiça, pronta a desbastar ao fim destes 9 anos de gravidez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostava tanto das viagens ao som da mais leve maresia, na fímbria do mar mais delicada.&lt;br /&gt;Por ora, a salsugem turge-me os sentidos, inflama os meus olhos marejados de paixão.&lt;br /&gt;A crepitar nas nuvens, as aves circundam-me num perfeito planar de observação aos&lt;br /&gt;meus denodados passos. Depois de tanto cirandar, descanso junto àquele algar secreto.&lt;br /&gt;É nessa gruta que me volto a socorrer, abismado do mundo e dos seres perfeitos que&lt;br /&gt;deambulam à minha volta. Volto a ser como Sebastião da Gama, aprisionado no seu&lt;br /&gt;eremitério nas faldas da Serra da Arrábida. Mas eu sou apenas um pobre infeliz que&lt;br /&gt;perambula nas matas da utopia. Deito fogo ao deserto do meu ser e extingo-me num&lt;br /&gt;ápice, cinza mineral para alimentar a terra forte e perene, musa inspiradora e letal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-2995926390042411123?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/2995926390042411123/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=2995926390042411123' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/2995926390042411123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/2995926390042411123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2010/05/geografias-da-memoria.html' title='Geografias da Memória'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-8154078627139942253</id><published>2010-05-12T22:52:00.003+01:00</published><updated>2010-05-12T23:12:17.619+01:00</updated><title type='text'>Onde Está o Meu Amor?</title><content type='html'>Estou prestes a chegar. Quero correr vagarosamente no mundo do amor, mas&lt;br /&gt;a minha passada é ínvia e desordenada. Sucumbo, estatelo-me ao comprido e&lt;br /&gt;volto a soerguer-me com o mesmo sorriso idiota. Sou do tempo verbal  romântico&lt;br /&gt;mais-que-imperfeito, com acções irregulares, jogadas mal treinadas e pouca&lt;br /&gt;preparação física para os prolongamentos da vida em equipa. No entanto, ainda&lt;br /&gt;acredito, limpo as mãos sujas às calças e arrisco um sprint final com a ideia de&lt;br /&gt;te alcançar. E quando julgo ser possível tocar-te, eis senão quando o apito final&lt;br /&gt;soa. Caio redondo no chão, esbaforido em dor e solidão. O coração não aguenta&lt;br /&gt;mais. É muito bater em vão por um objectivo tão difícil. Ainda tento reclamar&lt;br /&gt;por um tempo extra que me salve, mas nada mais sobra que um cartão vermelho&lt;br /&gt;de expulsão do terreno das utopias. É chegada a hora! Morro sem ter conhecido&lt;br /&gt;o ser mais perfeito e o único objectivo porque sempre lutei: a vitória dos sentidos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-8154078627139942253?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/8154078627139942253/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=8154078627139942253' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/8154078627139942253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/8154078627139942253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2010/05/onde-esta-o-meu-amor.html' title='Onde Está o Meu Amor?'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-1867335944929548931</id><published>2010-05-01T11:58:00.003+01:00</published><updated>2010-05-01T12:40:27.642+01:00</updated><title type='text'>A Missiva do Tempo</title><content type='html'>É manhã. Na cidade dos silêncios e esperas, a carta.&lt;br /&gt;Abri-a devagar, sem pressas. Um perfumado cheiro&lt;br /&gt;a rosmaninho. O teu corpo em deriva mental. Procuro&lt;br /&gt;na confusão das ideias que me expressas, um sinal.&lt;br /&gt;Apenas um rasto de sangue na memória. Vidas passadas&lt;br /&gt;no desalinho da escrita. Há greves e operários, há lutas&lt;br /&gt;no denodo de uma longa espera. O fumo, os corpos marcados&lt;br /&gt;pela exaustão e a perseguição sempre presente. Há que&lt;br /&gt;correr pela berma da estrada e fugir nas raias da oportunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi há 36 anos. Sumiste-te daqui. Fizeste a escolha acertada.&lt;br /&gt;E eu fiquei só, nas noites ruidosas da dúvida. Mandaste-me a&lt;br /&gt;missiva dos amores desfeitos. O tempo muda e o delírio do&lt;br /&gt;metrónomo é meu confidente sagaz. Reli hoje, a missiva que&lt;br /&gt;me corroeu os dias na ampulheta dos sonhos. Numa tarde de&lt;br /&gt;espectros, percorri as ruas deambulando nas bebedeiras&lt;br /&gt;vermelhas dos outros. No meu desamparo, a aldeia, em que&lt;br /&gt;fiz a redenção e a cura. Por ora, tudo está claro, nesta noite&lt;br /&gt;íntima, ao sabor das estrelas mergulhadas no luar perene.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-1867335944929548931?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/1867335944929548931/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=1867335944929548931' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/1867335944929548931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/1867335944929548931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2010/05/missiva-do-tempo.html' title='A Missiva do Tempo'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-7897004827365241470</id><published>2010-04-13T00:55:00.002+01:00</published><updated>2010-04-13T01:04:14.202+01:00</updated><title type='text'>Fácil é não Perceber!</title><content type='html'>O meu coração sucumbe na síncope mais estridente do desejo.&lt;br /&gt;Notas soltas no diapasão dos nossos corpos ausentes.&lt;br /&gt;A memória refaz-se depressa da combustão dos sentidos.&lt;br /&gt;Na viagem outorgada das dúvidas, o carimbo do silêncio.&lt;br /&gt;Inusitada forma de ser, acorrentada ao mundo sem planos.&lt;br /&gt;Socorres-te dos mapas rasgados e das drogas do presente.&lt;br /&gt;Todas as formas de alimentar a felicidade reduzem-se ao mero&lt;br /&gt;Acto contínuo das deambulações sincopadas do prazer individual.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-7897004827365241470?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/7897004827365241470/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=7897004827365241470' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/7897004827365241470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/7897004827365241470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2010/04/facil-e-nao-perceber.html' title='Fácil é não Perceber!'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-6408431455876904968</id><published>2010-03-27T11:18:00.004Z</published><updated>2010-03-27T11:36:10.468Z</updated><title type='text'>O Teatro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde 1961 que o Instituto de Estudos de Teatro, uma organização da UNESCO instituiu, todos os anos a 27 de Março, o Dia Mundial do Teatro. Nesse dia, é lida uma mensagem de uma personalidade ligada ao teatro, que será ouvida em cada teatro por todo o mundo e que serve também para homenagear essa personalidade. O primeiro foi Jean Cocteau, em 1962. Até hoje, foram homenageados nomes como Peter Brook, Pablo Neruda, Ionesco, Arthur Miller, e no ano passado, Augusto Boal. Infelizmente, Boal faleceu uns meses depois, mas a sua obra ficará para sempre. Boal foi o criador do chamado Teatro do Oprimido, um teatro com pendor social bastante forte, dando voz a quem habitualmente não a possui. Temas como o racismo e a xenofobia, as discriminações sexuais e sociais foram sempre retratados neste tipo de teatro. O objectivo é pôr todos a falar sobre tudo, sem tabus nem temores. E isto leva-me à primeira questão: quem poderá ter capacidade para ser actor? Pois, socorro-me de Boal para a resposta: “ Todos nós podemos ser actores, até mesmo os próprios actores”. Com esta frase Boal vem dissipar todas as dúvidas. Todos nós podemos e devemos ser actores sociais durante toda a vida. Devemos ser activos, participativos, para as mudanças que todas as sociedades anseiam. Uma condição essencial para que haja teatro é que exista simultaneamente acção. Sem acção não há vida, e o teatro é a vida em acção. Retomo a Boal: “Actores somos todos nós, e cidadão não é aquele que vive em sociedade: é aquele que a transforma!” &lt;br /&gt;Quanto aos próprios actores, esses, têm um papel decisivo na mudança de mentalidades e transformação das sociedades. Os actores profissionais devem ser exemplos éticos de profissionalismo, de valores de cidadania, de solidariedade, de alavancas para a mudança de comportamentos e de atitudes. Como diria Grotowski, o actor é um sacerdote, pois tem de ser exemplar na sua profissão. Não pode ceder aos caprichos dos poderes instituídos, nem ao facilitismo da fama e do estrelato espúrios, que infelizmente abundam cada vez mais no nosso meio audiovisual. Além de ser um exemplo para os outros, os actores e criadores de teatro utilizam os textos e as palavras de grandes dramaturgos para passar mensagens e novos modos de pensar o mundo.&lt;br /&gt;Isso leva-nos à interrogação final: como pode o teatro contemporâneo competir com este universo audiovisual e virtual? Pois o que pode parecer fraqueza, julgo ser a maior virtude do teatro: ao contrário de outras artes, é uma arte presencial, a três dimensões, em que ocorre uma partilha simultânea entre actores e público. A atmosfera criada na sala de teatro é diferente de sessão para sessão. O actor num dia engana-se numa parte de um texto, o público reage de maneira diferente em cada dia. Tudo isto faz com que cada espectáculo seja único, ao contrário do cinema ou da televisão, em que podemos repetir indefinidamente aquela cena, que sairá sempre igual. No teatro temos a imprevisibilidade e a efemeridade. O teatro termina  com os aplausos da representação. O teatro é um mundo de partilha, de comunicação viva e em directo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao invés, o mundo virtual é sempre igual e formatado. No mundo virtual vivemos emoções que no fundo, são emoções de uma profunda solidão. O mundo moderno é uma partilha fictícia, basta ver quantos se iludem perante um écran de televisão. O mundo real é o do teatro, onde o ser humano se mostra perante outros humanos, num processo de comunicação mútua e bilateral. Claro que o teatro actual também pode e deve utilizar alguns meios modernos de comunicação no seu teatro. Mas sem esta força dupla nunca poderá existir teatro: o actor perante um público.&lt;br /&gt;Concluindo, volto a Augusto Boal: “Teatro não pode ser apenas um evento. Teatro é forma de vida!”. O teatro continua a ser essencial para as sociedades, pois é uma forma verdadeira de mostrar a vida dos seres humanos e reflectir sobre as suas atitudes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-6408431455876904968?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/6408431455876904968/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=6408431455876904968' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/6408431455876904968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/6408431455876904968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2010/03/o-teatro.html' title='O Teatro'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-7154630887570941006</id><published>2010-03-27T09:54:00.002Z</published><updated>2010-03-27T09:56:42.482Z</updated><title type='text'>Mensagem do Dia Mundial do Teatro, por Judy Dench</title><content type='html'>&lt;input id="post_form_id" name="post_form_id" value="cc0737a39469ce4cbae32728a76c604d" autocomplete="off" type="hidden"&gt;&lt;div class="note_header"&gt;&lt;div class="note_title_share clearfix"&gt;&lt;div class="note_title"&gt;&lt;span&gt;DIA  MUNDIAL DO TEATRO - Mensagem Anual&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="share_and_hide clearfix"&gt;&lt;a class="share share_a" title="Envia a amigos ou publica no teu perfil." href="http://www.facebook.com/ajax/share_dialog.php?s=4&amp;amp;appid=2347471856&amp;amp;p[]=1673630632&amp;amp;p[]=381720906439" rel="dialog"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="byline"&gt;O Dia Mundial do Teatro é uma oportunidade de celebrar o teatro em  toda a sua míriade de formas. O teatro é uma fonte de divertimento e  inspiração e tem a capacidade de unificar as muitas e diversas culturas e  povos que existem por todo o mundo. Mas o teatro é mais do que isso e  também proporciona oportunidades de aprendizagem e informação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Faz-se teatro por todo o mundo e nem sempre num ambiente teatral  tradicional. Os espectáculos podem acontecer numa pequena aldeia  africana, perto de uma montanha na Arménia ou numa minúscula ilha do  Pacífico. Só é preciso um espaço e público. O teatro tem a capacidade de  nos fazer sorrir, de nos fazer chorar, mas também nos deve fazer pensar  e reflectir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teatro acontece devido a um trabalho de equipa. Os actores são as  pessoas que se vêem mas existe um conjunto impressionante de gente que  não é vista. São elementos tão importantes como os actores e as suas  capacidades diversas e especializadas tornam possível a criação de um  espectáculo. Também elas devem partilhar os triunfos e sucessos que  possam ocorrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27 de Março é oficialmente o Dia Mundial do Teatro. Sob muitos aspectos,  todos os dias deveriam ser considerados dias do teatro, uma vez que nos  cabe a responsabilidade de dar continuidade à tradição de divertir, de  educar e de esclarecer os nossos públicos, sem os quais não  existiríamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Judi Dench&lt;br /&gt;Actriz&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-7154630887570941006?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/7154630887570941006/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=7154630887570941006' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/7154630887570941006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/7154630887570941006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2010/03/mensagem-do-dia-mundial-do-teatro-por.html' title='Mensagem do Dia Mundial do Teatro, por Judy Dench'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-3640943984553969076</id><published>2010-03-21T22:15:00.003Z</published><updated>2010-03-21T22:29:40.990Z</updated><title type='text'>Por este Dia Corre uma Tempestade no Deserto</title><content type='html'>Um dia enevoado e comprido na amálgama das horas-mortas do porvir.&lt;br /&gt;Canto e sonho na ursa maior do desejo. Fenece a diatribe circunstancial&lt;br /&gt;de um beijo alcalino. Os planos que segrego são na surdina dos sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa noite aureolada, caminho por entre as silvas e o turbante Sisífio.&lt;br /&gt;São rotas acidentadas na iluminura do século. Metafísica do viver sagaz&lt;br /&gt;e curvilíneo, um estreito em Esmirna e as sandálias a apodrecer no deserto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta tarde, no vislumbre visceral da prosa, a pérfida insegurança de um&lt;br /&gt;silogismo no lusco-fusco das datas. A vita brevis da poética existencial&lt;br /&gt;aflora na margem salubre de uma inquietação formal e deveras silenciosa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-3640943984553969076?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/3640943984553969076/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=3640943984553969076' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/3640943984553969076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/3640943984553969076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2010/03/por-este-dia-corre-uma-tempestade-no.html' title='Por este Dia Corre uma Tempestade no Deserto'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-7374943665099489566</id><published>2010-03-16T02:06:00.002Z</published><updated>2010-03-16T02:18:25.488Z</updated><title type='text'>No coração das Palavras</title><content type='html'>No coração das palavras mora a poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas sístoles da vida, há fonemas da dúvida e da exaustão.&lt;br /&gt;Carburantes sinápticos de futuros em versos sem fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No coração das palavras mora o objecto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedra-pomes dura e áspera, dúctil o sonho da brancura.&lt;br /&gt;Nos calos de todos os caminhos, rugosa a mente aberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No coração das palavras mora o desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corpo carcomido e obstinado na esteira do amor exangue.&lt;br /&gt;Face obstinada e feliz no primeiro abraço antípoda da solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No coração das palavras mora uma casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prisão e caixa forte do meu sensível e etéreo ser.&lt;br /&gt;Futuro em diástole acelerada de um pulsar inquieto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No coração das palavras mora a poesia.&lt;br /&gt;As palavras sem coração já não moram aqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-7374943665099489566?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/7374943665099489566/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=7374943665099489566' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/7374943665099489566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/7374943665099489566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2010/03/no-coracao-das-palavras.html' title='No coração das Palavras'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-5263809507201399049</id><published>2010-03-02T21:07:00.004Z</published><updated>2010-03-02T21:33:56.860Z</updated><title type='text'>Musa em Férias</title><content type='html'>E na sala dos espelhos, a acrobata dos sentidos. Musa despida e o féretro de antanho&lt;br /&gt;na esteira do silêncio. Já carcomido, o jazente eremita e a musa dançando na noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A musa dava tusa ao espantalho, mosca-morta e solitária do caminho enviesado.&lt;br /&gt;No planalto, a terra quente de um beijo em surdina. Ao invés, a terra fria do&lt;br /&gt;seu corpo exangue na urna apertada. Um caso passional, a musa em férias por&lt;br /&gt;terras transmontanas e o morto, no seu lugar latente, entre eiras e vinhedos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De supetão, os corpos rebolando nos socalcos, a praia escanzelada no leito&lt;br /&gt;abundante do Douro. O suor do frenesi carnal, o cansaço do velho ancião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na tela policromada, a asceta das virtudes. Mulher ensimesmada e o desejo larvar&lt;br /&gt;na faina da inocência. Enterrado o cadáver do poeta e a menina ainda nos prados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-5263809507201399049?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/5263809507201399049/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=5263809507201399049' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/5263809507201399049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/5263809507201399049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2010/03/musa-em-ferias.html' title='Musa em Férias'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-7673139884437723869</id><published>2010-03-01T22:01:00.004Z</published><updated>2010-03-01T22:18:18.188Z</updated><title type='text'>Angústia</title><content type='html'>Encontro-me na mais triste estação&lt;br /&gt;O mundo que me apetece é do choro&lt;br /&gt;A resignação impera, contra a minha vontade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tivesses um nome eu dar-te ia as rosas em teu louvor.&lt;br /&gt;Se ocultasse uma espera, morria de sofreguidão agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero chegar ao simples, mas complico tudo com todos.&lt;br /&gt;Queria amar e ser feliz, mas sou apenas cacos à espera&lt;br /&gt;de uma cola redentora e fiel. Preciso de ti, de vós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou encurralado neste nevoeiro denso e durmo.&lt;br /&gt;Quero nomear-te, angústia, mas soçobro na bruma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até queria uns poemas com sentido, mas nem isso.&lt;br /&gt;Estou perdido, sem rota nem mapas para tactear&lt;br /&gt;a tua inteligência. Sou pequeno demais para este&lt;br /&gt;universo dos grandes, dos fortes e bonitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha redoma é a minha violência. Estou mais&lt;br /&gt;dorido que todas as agressões que me fizeram.&lt;br /&gt;E a culpa é minha. Pedir desculpa, sarar as&lt;br /&gt;feridas, acordar. Não posso hibernar para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os abraços do mundo são vossos. Mulheres&lt;br /&gt;por quem fui atravessado. Um gume de dor e&lt;br /&gt;prazer na memória infinita da saudade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-7673139884437723869?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/7673139884437723869/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=7673139884437723869' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/7673139884437723869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/7673139884437723869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2010/03/angustia.html' title='Angústia'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-2966939433087422300</id><published>2010-02-24T21:39:00.004Z</published><updated>2010-02-24T21:57:09.768Z</updated><title type='text'>De Composição</title><content type='html'>Nasci do epitélio dos mortos. Formei-me da decomposição das matérias.&lt;br /&gt;Sou apenas uma ínfima parte de um átomo, mordiscando o elo da natureza&lt;br /&gt;mais débil. Na destruição dos ecossistemas, já não há um caminho possível.&lt;br /&gt;Apenas o labirinto de Creta, Dédalo e Ícaro no horror da finitude. Homens&lt;br /&gt;sós, na maledicência do mundo ávido de progresso. São as cabeças no ar&lt;br /&gt;do poder. Resta-nos o universo dos sonhadores e dos inocentes para salvar&lt;br /&gt;o que ainda é possível. No ocaso em que me encontro, abro os braços à terra&lt;br /&gt;para me consumir na corola dos vivos. Desprendo-me agora, em partículas&lt;br /&gt;assinaláveis de amor e humanismo. Para que nasça uma rosa de esperança.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-2966939433087422300?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/2966939433087422300/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=2966939433087422300' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/2966939433087422300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/2966939433087422300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2010/02/de-composicao.html' title='De Composição'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-1101823264900008651</id><published>2010-02-19T21:33:00.003Z</published><updated>2010-02-19T22:21:48.318Z</updated><title type='text'>LP- Libertino Português</title><content type='html'>Enceta a tua história pessoal única e corre no universo rumorejante da  utopia.&lt;br /&gt;Rumorejar é agitar a inquietação na bolina do silêncio&lt;br /&gt;Passamos anos e anos a navegar na imberbe esfera dos sonhos&lt;br /&gt;e tudo, para nada. Nada, ou Beckett, na profusão da espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou o Situacionista do verbo. Uma plúmbea e atroz face de horror,&lt;br /&gt;silvas &amp;amp; devaneios, uma editora a criar. A cultura é um caldo pop limão&lt;br /&gt;sem açúcar mascavado nem a indigência da agricultura biológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero morder-te a naúsea! A carne putrefacta e animal no desvario&lt;br /&gt;dos sentidos. Limalhas escorrendo na seiva da fome. Boca escancarada&lt;br /&gt;ao desejo, corte singular e mordaz no universo das tílias. Um embalsamado&lt;br /&gt;corpo no amplexo da fadiga. Discorrer as horas-mortas no manifesto do libertino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-1101823264900008651?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/1101823264900008651/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=1101823264900008651' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/1101823264900008651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/1101823264900008651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2010/02/lp-libertino-portugues.html' title='LP- Libertino Português'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-497944187943398119</id><published>2010-02-10T22:36:00.002Z</published><updated>2010-02-10T22:56:18.579Z</updated><title type='text'>No Sargaço de um Beijo</title><content type='html'>Trocaste as voltas à fantasia. Caíste na cilada dos vivos!&lt;br /&gt;E agora, socorres-te da memória dos náufragos.&lt;br /&gt;A tua tez lívida, mascara a ausência de emoção. Partes&lt;br /&gt;rumo a um cais diferente, ancoras o desejo no frémito&lt;br /&gt;singular do corpo nauseabundo. Estás carcomida de&lt;br /&gt;paixão e horror, deitas-te nua na enseada dos abutres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordas desse caudaloso sonho e escondes-te à pressa&lt;br /&gt;nos canaviais. Os pescadores terminam a sua faina e&lt;br /&gt;regressam aos copos na tasca em frente. Entretanto,&lt;br /&gt;tomas um banho retemperador e já vestida, começas&lt;br /&gt;a  escrever os teus sonhos na areia. Vais à tasca dos&lt;br /&gt;pescadores e pedes um bagaço que te faça acordar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no frémito da cidade, deambulas risonha, porque&lt;br /&gt;este dia foi especial para ti. És uma pessoa diferente.&lt;br /&gt;Sentes-te viva, segura de ti. Chegas enfim à casa da&lt;br /&gt;utopia, a tua única morada dos desejos e conquistas.&lt;br /&gt;Queres um amor de sonho e sonhas com o teu último&lt;br /&gt;amor encontrado no sargaço delicado de um beijo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-497944187943398119?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/497944187943398119/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=497944187943398119' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/497944187943398119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/497944187943398119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2010/02/no-sargaco-de-um-beijo.html' title='No Sargaço de um Beijo'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-2518234358406019997</id><published>2010-02-06T14:46:00.007Z</published><updated>2010-02-07T00:05:07.886Z</updated><title type='text'>A Única Vocação deste País</title><content type='html'>A única vocação deste país é esquecer.&lt;br /&gt;Cruzar a fronteira - linha imaginária do desejo - e não mais saber do burburinho&lt;br /&gt;saloio daquela música de fundo. Cantores de fatiota retro e voz anasalada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sair, obliterarmos a comezinha vida dos jargões alcandorados na via pública&lt;br /&gt;das virtudes inconsequentes. Demasiado difícil? Nem pensar em responder&lt;br /&gt;ao afecto bacoco das naus catrinetas. Agora, sair e esquecer. Amparar as&lt;br /&gt;dúvidas na filosofia e prosseguir em frente, rumo à esquerda do meu pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas minhas mãos, a escrita perene e entusiasmada. Fragmentos de mar&lt;br /&gt;e congestão inusitada de locuções. Nada mais me interessa, senão partir.&lt;br /&gt;A única vocação deste país é esquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é aviltar contra a insónia que a margem se comprime mais.&lt;br /&gt;É discorrer sobre o universo da infâmia, da sarna acumulada no&lt;br /&gt;leito do navio. Dentro do tonel, o lastro vínico das borras lamacentas,&lt;br /&gt;o álcool à deriva na erosão dos corpos mutilados da contradança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vocação deste país é gerundizar.&lt;br /&gt;Ir andando ao sabor da maré.&lt;br /&gt;Se for salgado é uma saudade embriagada.&lt;br /&gt;Se for doce, uma utopia anquilosante.&lt;br /&gt;Se for amargo, um futuro deprimido.&lt;br /&gt;Se for ácido, uma poesia de nervos e carne.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No aroma delicodoce de um verbo, há escárnio e maldizer em barda.&lt;br /&gt;Por ora, fixo o meu olhar para a raia, cruzar o bordo dessa linha invisível.&lt;br /&gt;É assaz preciso a inquietação do crítico, pois a modorra geral é o busílis da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única vocação deste país é esquecer.&lt;br /&gt;Cortar as amarras do navio e permitir a livre circulação de pessoas e animais.&lt;br /&gt;Uma fronteira inefável, sem nevoeiros insossos e um ror de gente a querer lembrar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-2518234358406019997?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/2518234358406019997/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=2518234358406019997' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/2518234358406019997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/2518234358406019997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2010/02/unica-vocacao-deste-pais-e-esquecer.html' title='A Única Vocação deste País'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-2439086611707517127</id><published>2010-02-04T19:13:00.004Z</published><updated>2010-02-04T19:22:56.762Z</updated><title type='text'>Dunas de São Jacinto</title><content type='html'>E agora? Que chego aqui de rompante ao canal que me leva à Barra da Ria?&lt;br /&gt;Enfrento esse farol da ilusão, guia espiritual nos dias de nevoeiro. Aprecio a&lt;br /&gt;sua compostura óssea, circundando o seu delgado corpo. Defronte, o mar.&lt;br /&gt;Um sal rumorejante na língua e um cais ancorado na dúvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parto depressa para São Jacinto, com os seus areais de sonho e umas dunas&lt;br /&gt;bem selvagens. Naquele recanto deito-me e apenas um pescador ao longe.&lt;br /&gt;Temos medo do amor que fazemos, mas desaguamos a felicidade na salsugem.&lt;br /&gt;Um sol brando cobre-nos os corpos no abraço infinito da saudade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-2439086611707517127?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/2439086611707517127/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=2439086611707517127' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/2439086611707517127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/2439086611707517127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2010/02/dunas-de-sao-jacinto.html' title='Dunas de São Jacinto'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19516035.post-7597717975874742065</id><published>2010-02-01T23:00:00.001Z</published><updated>2010-02-01T23:51:06.784Z</updated><title type='text'>Leitura dos Manuais</title><content type='html'>Nesta redoma doirada da vida, navego em círculos concêntricos, qual umbigo desabrigado&lt;br /&gt;nas ventanias do presente. Muita rotina e publicidade ofuscam-me a memória dos dias.&lt;br /&gt;Estou farto, mesmo farto dos habituais ciclos da vida. Apetece-me uma necrose larvar&lt;br /&gt;no sossego dos afagos distantes. Existem deusas incompreendidas, mas ao mesmo tempo&lt;br /&gt;amadas na bitola estreita da única via possível: da utopia e dos idílicos manjares filosóficos&lt;br /&gt;ao fim da noite. Numa pedra fria, o meu aconchego, livros onde recolher a minha impressão&lt;br /&gt;digital que me marca um passado cheio de futuros por descobrir. Farto das fantasias pueris&lt;br /&gt;da sociedade, enredada na espectacularidade da vida. Palavra longânime e abstrusa, mas&lt;br /&gt;fidelíssima. Sim, sei que gosto de empregar palavras difíceis e caras, para procurarem no&lt;br /&gt;dicionário, para pesquisarem e sentirem-se mais inteligentes. Porque sou feito de uma&lt;br /&gt;massa de moldar difícil, pensando na comunicação e na pedagogia, atento aos abraços do&lt;br /&gt;mundo em circunvoluções intermináveis. Sinto-me infame perante a perícia da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como uma estória circular, sempre a vida e a morte. O horror dos corpos naufragados,&lt;br /&gt;o ludibrio das palavras na fonética por inventar. Entre o campo semiótico e o filosófico&lt;br /&gt;há muitas portagens por passar e avançar. Sem talões nem outras complicações, resfolego&lt;br /&gt;entre a epistemologia e a ética, depois o estoicismo de Epicteto. Encaro a fenomenologia&lt;br /&gt;como uma hermenêutica clara entre mim e os objectos que me rodeiam, como este mapa,&lt;br /&gt;ancorado no cais das palavras iconoclastas. Na beatitude esbelta do pensamento, discorro&lt;br /&gt;serenamente nos píncaros existenciais e sintácticos da vida, perambulo no eclectismo e nas&lt;br /&gt;ortografias sem acordos possíveis com este futuro espúrio. Resta-me a pedra, já quente de&lt;br /&gt;tanta leitura, tanto filosofar exegético à volta deste pequeno mundo da introspecção.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19516035-7597717975874742065?l=mariapernilla.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mariapernilla.blogspot.com/feeds/7597717975874742065/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19516035&amp;postID=7597717975874742065' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/7597717975874742065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19516035/posts/default/7597717975874742065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mariapernilla.blogspot.com/2010/02/leitura-dos-manuais.html' title='Leitura dos Manuais'/><author><name>odeusdamaquina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08351595818811333120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
